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    Pesquisa mostra argumentos a favor e contra a legalização

    Não é novidade para ninguém que a Cannabis está sendo vista com outros olhos pelo mundo, e principalmente pelos americanos. Muitos estados por lá estão mudando suas legislações e regularizando o consumo e comércio da planta com a ajuda da população que geralmente decide nas urnas alterações como essas. Mas quais os principais argumentos a favor e contra a legalização da erva utilizados?

    A Gallup, principal empresa de pesquisa dos Estados Unidos, divulgou recentemente um infográfico mostrando o que tem feito as pessoas defenderem ou criticarem a Cannabis. Entender o que pensam as pessoas nos locais em que ela está sendo regularizada pode ajudar no convencimento em outros lugares também, inclusive no Brasil.


    Argumentos a favor da legalização


    86% - Cannabis pode salvar vidas e tem benefícios medicinais.

    70% - Com a legalização da planta a polícia vai focar seus esforços em crimes realmente.

    60%  - É uma escolha individual de cada pessoa usar ou não. E, portanto não é papel do Estado intervir.

    56% - É uma boa maneira do Governo arrecadar com impostos e reverter em melhorias locais.

    47% - A regulação é mais segura para usuários.

    35% - Não acredita que a Cannabis seja prejudicial.

    Argumentos contra a legalização da Cannabis


    79% - Teme o aumento no acidente de carros com a regulação da Cannabis.

    69% - Pode levar as pessoas a usarem mais drogas.

    62% - A regulação encoraja as pessoas a usarem Cannabis.

    60% - Não é benéfica para a sociedade.

    54% - A Cannabis é prejudicial para quem a consome.

    43% - Consumir a erva é algo imoral.

     

    Antigos tabus

    Dá pra perceber que antigos tabus sobre o consumo da planta permanecem entre os argumentos de quem é contra a regulamentação. Pesquisas têm mostrado que a Cannabis é na verdade a porta de saída para outras drogas, e não de entrada. Além disso, muita gente que diz ser imoral dar uns tapas adora tomar um traguinho por aí, ou até mesmo pitar algo bem mais nocivo.



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    Famosos Chapados: conheça esse perfil no Instagram

    Se antes da internet e das redes sociais os famosos já eram quase sempre acompanhado de paparazzis buscando registrar qualquer momento, hoje em dias essas fotos de celebridades ganharam outro tom, e principalmente memes e brincadeiras. Um exemplo disso é o perfil no Instagram chamado @famososchapados que traz fotos de diversas celebridades dando uns tapas, bolando um, ou que pelo menos aparentemente estão próximos disso.


    Até agora, o perfil já publicou 176 fotos. Algumas de famosos que já são bem conhecidos por sua paixão pela erva, como Willie Nelson, Mike Tyson, Rihanna, o ator Seth Rogen, Elon Musk, Marcelo D2, e outros tantos que nunca se esconderam no armário e sempre lutaram pela legalização da Cannabis.



    Porém, o perfil também traz fotos de alguns famosos que não deixam tão claro assim se curtem ou não a planta, e que foram apenas flagrados em “atitudes suspeitas” envolvendo a erva. Tem a famosa foto do Kelly Slater “contando moedas na praia”, da atriz Maitê Proença com uma folha de Cannabis, e até da Cameron Diaz recebendo um baseado.


     


    Vale a pena seguir o perfil para saber se a sua cantora, ator, atleta, ou até CEO favorito curte dar uns tapas na planta. Afinal, tem cada vez mais gente saindo do armário.

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    Cannabis na terceira idade: um dos públicos que mais cresce

    Um dos argumentos mais utilizados para criticar ou até mesmo frear a regulamentação do consumo da Cannabis é o eventual aumento no número de usuários, especialmente nas camadas mais jovens da população. Porém, pesquisas recentes realizadas em estados americanos em que a erva já é permitida  estão mostrando o contrário: tem cada vez mais pessoas de idade acima dos 60 anos saindo do armário e descobrindo os prazeres da planta.


    O banco de sementes Royal Queen Seeds divulgou recentemente alguns dados que confirmam que pessoas entre 50 e 64 anos estão se tornando uma fatia importante do público consumidor de Cannabis regulamentada.


    Isso vem acontecendo no Colorado, que tem uma legislação bem liberal que permite o consumo recreativo e medicinal, mas também em Nova York, onde uma pesquisa mostrou que 9% das pessoas entre 50 e 64 anos e 3% das pessoas com 65 anos haviam utilizado a planta no ano anterior. No Canadá, que está vivendo o começo do comércio regulamentado, dados mostraram que metade dos canadenses que experimentaram maconha pela primeira vez tinham mais de 45 anos.

     

    Uso medicinal


    As pesquisas também tem mostrado que na maioria dos casos, o consumo por esse público é mais voltado para fins medicinais. E não é para menos, pois nós já falamos aqui mesmo no blog que a planta consegue ajudar nos mais variados tipos de doenças e dores.


    O acesso facilitado e cada vez mais comprovações dos benefícios da planta aumentou o número de pedidos ou busca de informações sobre ela enquanto medicamento nesta faixa etária que parece que vem perdendo o “medo” da erva que por tanto tempo foi demonizada.

     

    Dicas para um consumo seguro de Cannabis na terceira idade


    Todo mundo deve saber fazer um uso consciente e o mais redutor de danos possível da Cannabis, e para o público acima dos 60 anos ou que nunca consumiu isso é ainda mais importante. Mesmo que seu avô, ou pai esteja bem animado para dar os primeiros “pegas” é bom sempre ir com calma para que a experiência seja a melhor possível. Confira algumas dicas da Ultra420.


    Sempre que possível consumir uma Cannabis de qualidade, preferencialmente natural. 

    Não misturar com outras drogas e bebidas alcoólicas. 

    Não exagerar na dose. Se for a primeira vez é melhor fumar do que comer, pois é possível dosar melhor a quantia certa. 

    Fazer o uso acompanhado de alguém pode ser melhor. Ou no lugar mais tranquilo possível.

    Usar vaporizadores.

     

     

     

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    6 coisas que todo casal que fuma unido deve fazer na brisa

    Se várias pesquisas e a campanha de Dia dos Namorados da Ultra420 afirmam que casais que fumam unidos permanecem unidos é porque sobram motivos para confirmar isso. Além dos estudos que já divulgamos aqui mesmo no blog, existem algumas atividades que podem ficar ainda melhores quando compartilhadas com a pessoa que amamos e com a erva.


    Além de preparar kits especiais com desconto para essa data especial, a Ultra420 traz uma lista com 6 coisas que todo casal que fuma unido deve fazer na brisa para se divertir ainda mais. Inclusive algumas podem ser colocadas em prática já neste dia 12. 


    1. Preparar uma larica ou laricar


    Depois de fumar um e curtir a brisa, uma das melhores coisas a se fazer, ou talvez uma das mais emergenciais, é laricar. Mas melhor ainda é preparar uma larica, ou degustar alguma com a pessoa que também está na mesma vibe. Cozinhar brisado e acompanhado costuma ser muito divertido, e pode dar ótimos pratos, afinal, duas cabeças pensando muito em laricar podem preparar receitas maravilhosas e ousadas.


    Para quem ainda não tem planos para a noite do Dia dos Namorados essa pode ser uma boa pedida caso não queiram gastar tanto ou enfrentar as filas comuns nos restaurantes nesta data. A ida até o mercado para comprar o que precisa também pode render muitas risadas, mas dá pra aproveitar o aplicativo Rappi que entrega praticamente tudo na porta de casa, até mesmo produtos da Ultra420 para quem mora em São Paulo e Campinas (Barão Geraldo).


    2. Viajar (literalmente)


    E não estamos falando só de viajar na brisa não, mas aproveitar as férias ou um final de semana para viajar literalmente com quem a gente ama e curtir essa vibe em locais diferentes, fugindo da rotina. Ir para uma praia, uma cidade de interior, ou até mesmo conhecer uma nova metrópole certamente vai fazer bem para o relacionamento além de ser uma ótima oportunidade de fazer fumaça em outros lugares.


    3. Transar


    Quem faz uso da erva costuma ser unanime: transar sob efeitos da planta é sempre melhor. Por isso que uma das coisas que todo casal que fuma unido deve fazer quando estiver na brisa é transar. E não tem data melhor do que o Dia dos Namorados para isso. Lembre-se sempre de usar proteção e aproveite as sensações que a ganja consegue proporcionar nesse momento.  


    4. Fazer maratona de séries ou filmes


    Esse é um programa comum de muitos casais, mas é ainda mais divertido para casais que fumam juntos. Não tem nada melhor do que passar umas horas na frente da televisão assistindo algo legal, acompanhado do nosso amor e de erva. E se tiver bastante erva dá pra variar a cada episódio da série ou a cada filme. 


    Dá pra fumar bong, e no outro episódio dar uns tapas no pipe, depois na seda, e por aí vai. Em meio à uma larica e outra, e muito carinho, essa é uma das coisas ótimas para qualquer casal fazer, mas que parece fazer ainda mais sentido para as duplas que gostam da planta. No Dia dos Namorados também pode ser uma atividade divertida.  


    5. Arrumar a casa


    Definitivamente essa não é uma atividade para se fazer no Dia dos Namorados, mas como não costuma ser muito divertida, é bem melhor fazer acompanhada. Arrumar a casa sozinho é bem mais cansativo, e sem erva é bem mais chato. Agora quando um casal que fuma unido se une para deixar o seu lar limpo a tarefa se torna fácil e gera várias risadas. Só que a tendência é que demore mais talvez, pois distrações serão comuns no caminho. 


    6. Curtir uma noite


    Aproveitar uma balada, um bar, um show, ou uma noite com os amigos é sempre ótimo com quem a gente gosta. E muitas vezes o casal que fuma é o único do círculo de amigos que dá uns tapas, o que torna tudo ainda mais engraçado e divertido. Essa combinação da erva e festa também é ótima quando casais saem sozinhos  para curtir uma noite. A planta cria uma conexão particular sempre.



    Guilherme Darros

    Jornalista e produtor de conteúdo


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    Na Ultra420, casal que fuma unido permanece unido

    Já tem até pesquisas comprovando que casais que dão uns tapas juntos na erva tem um relacionamento mais saudável, com menos brigas e também fazendo mais sexo. Então não é à toa que a campanha de Dia dos Namorados da Ultra420 em 2019 se chama “Casal que fuma unido permanece unido”.


    Afinal, não é nem nós que estamos dizendo. São estudos que só reforçam o que a gente já sabia: a planta só traz paz, amor, e coisas boas. E nada melhor do que celebrar essa data presenteando a pessoa que compartilha a fumaça com a gente com alguns produtos específicos para isso.


    Para ajudar os nossos clientes neste dia especial, a Ultra420 traz kits com produtos e descontos de 10%.  Tudo isso para os casais fazerem fumaça, permanecerem unidos, e ainda com itens novos para a love session.

    Tem case da Puff, isqueiro, seda, Ultranel, triturador, e muito mais.


    Para aproveitar a campanha especial de Dia dos Namorados basta procurar as lojas da Ultra420 em São Paulo e Campinas para ser atendido por um especialista que pode ajudar  na escolha do melhor presente. ´


    Se estiver na correria ou em cima da hora, você pode pedir os produtos pelo app Rappi e receber em mãos.


    Já para quem é de fora de São Paulo, os descontos estão valendo também para compras na loja on-line. Basta utilizar o cupom Novosite.


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    STF adia votação e Marcha mostra força do movimento

    A expectativa era grande para esta quarta-feira, dia 5 de junho. Afinal, o Supremo Tribunal Federal (STF) iria voltar a debater e votar a descriminalização das drogas. Iria. Depois de uma reunião política com o presidente Jair Bolsonaro, o presidente do STF, ministro Dias Toffoli, anunciouo adiamento da votação que agora não tem nem data para acontecer.

    A decepção foi grande, mas isso não impediu que São Paulo realizasse a maior Marcha da planta no Brasil e quem sabe do mundo. Foram pelo menos 100 mil pessoas na #MDMSP2019, demonstrando toda a força e união do movimento canábico que mostrou que vai continuar pressionando o STF para que o projeto retorne à pauta de votação o mais rápido possível.




    A Ultra420 também colou com toda sua equipe e também com o mascote Iko que fez a alegria da galera. 




    Vale lembrar que o resultado estava 3 a 0 a favor da descriminalização até que o ministro Teori Zavascki pediu vistas do processo antes de vir a falecer. O ministro Alexandre de Moraes herdou e virou o voto da vez, e demorou para librar a proposta para votação. O resultado parcial evidencia que a tendência é de vitória e descriminalização, e talvez por isso o Governo não queira que o STF vote.


    Porém, ver pacientes medicinais, ativistas de diferentes idades, cores e gêneros, empreendedores da planta, e toda a comunidade que atua em prol dessa descriminalização da erva marchando juntos deixa a certeza de que somos muitos e vai ser difícil nos parar até que as leis realmente mudem no país. 

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    Países que podem regulamentar a Cannabis em 2019

    No dia 5 de junho, ou seja, na próxima semana, o Supremo Tribunal Federal (STF) volta a discutir a descriminalização da erva no Brasil. E embora a votação esteja 3 a 0 para que a planta deixe efetivamente de ser crime, poucos usuários parecem estar otimistas com uma real mudança na legislação. E menos ainda sobre uma possível regulamentação do cultivo ou comércio. Realidade bem diferente de alguns países que podem regulamentar a Cannabis em 2019.


    Com o Canadá colocando em prática sua nova política bem liberal para o tema, e muitos estados americanos indo às urnas para aprovar mudanças em suas leis, cada vez mais países se mostram interessados em tirar de vez a planta das drogas ilícitas. Muitos pensando em diminuir danos sociais, e outros visando melhorar os lucros. Da iniciativa privada e pública em um período em que a econômica parece se reinventar.


    A Ultra420 fez um prognóstico baseado em fatos, declarações, e mudanças nas leis de alguns países que podem regulamentar a Canannabis esse ano, ou talvez nos próximos.

     

    Na América Latina, Colômbia e México são países que podem regulamentar a Cannabis

    Se no Brasil para muitos uma eventual regulamentação sequer do cultivo parece ser impensável, não precisamos ir longe para ver que muitos vizinhos nossos pensam diferente. E não estamos falando do Uruguai. Outros países podem regulamentar a Cannabis ainda este ano e que já contam inclusive com políticas mais progressistas do que as nossas são Colômbia e México. 




    Na Colômbia o cultivo para fins próprios já é permitido desde 1986, mas agora o país está avançando como exportador de Cannabis medicinal. Já o México, conforme mostramos aqui mesmo no blog, tem até uma proposta pronta sendo debatida e tem o presidente favorável à uma regulamentação. Esses dois países podem regulamentar a Cannabis ainda em 2019 oficialmente na América Latina.

     

    Espanha e Luxemburgo são países que podem regulamentar


    Na Espanha os clubes sociais para consumo de Cannabis já são um sucesso e estão cada vez mais presentes no cotidiano da população. Em Luxemburgo, um país pouco comentado da Europa, quem defende a  regulamentação da Cannabis em breve é própria coalização de partidos que governa o país. Logo, esses são dois países são os mais próximos a  mudar suas e leis, enquanto a Holanda continua com sua política liberal dos coffeshops que dura há décadas e parece não mudar.


    Outros países importantes como Itália, França, Alemanha, e Inglaterra seriam uma surpresa, mas já estão lidando bem melhor com o uso medicinal da planta.  Já Portugal, que tem uma política avançada há anos no tema, com a total descriminalização de todas as drogas e investimento alto em redução de danos, ficou um pouco mais distante recentemente com a rejeição de propostas no Parlamento.



     

    Nova Zelândia vota em 2020 a regulamentação para uso recreativo


    Na Oceania, a Nova Zelândia já autorizou o uso medicinal da planta, e agora em 2020 vai votar nas eleições gerais, abertas à população, a liberação para fins recreativos e com isso poderá regulamentar também o comércio. A tendência de vitória é grande, e é por isso que a Nova Zelândia está na lista de países que podem regulamentar a erva até dezembro. Se isso acontecer, é possível que a vizinha Austrália também siga na mesma onda.

     

    Regulamentação em outros países seria surpresa


    Não temos como saber a real situação da planta em todos os países do mundo. Talvez outros venham a regulamentar ela antes dos que citamos acima, mas isso seria uma surpresa. Isso porque embora África do Sul fale sobre o assunto, Coréia do Sul tenha avançado na questão medicinal, e outros deem pelo menos sinais, um processo como esse pode ser demorado e dificilmente ocorra nestes países ainda em 2019. Mas isso é só uma previsão que pode ou não se concretizar, assim como o caso do Brasil. 

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    Redução de danos: água e filtros para quem fuma

    Existem maneiras simples e relativamente baratas de quem fuma fazer a redução de danos. Ao longo dos anos, várias pesquisas têm destacado o poder de filtragem de substâncias tóxicas e cancerígenas da combustão e da fumaça de duas maneiras: através da água e de filtros de acetato, que são os mais utilizados para bolar.


    Embora um seja comprovadamente mais eficaz que o outro, qualquer forma de redução de danos é importante, e o melhor de tudo é entender como a água e os filtros podem ajudar nesse processo.


    Bongs: a água reduzindo danos


    Além de ser um item que praticamente faz parte dos utensílios de todo usuário de Cannabis, os bongs são excelentes redutores de danos por conta do uso da água. Isso já está mais do que comprovado em pesquisas, que inclusive foram feitas antes da erva e dos bongs serem tão famosos e de diferentes formas como são hoje em dia. Porém, com a mesma eficácia.  


    Lá em 1963, o Dr. Hoffman publicou no Jornal do Instituto Nacionaldo Câncer, que a tubulação de água retinha 90% do fenol e 50% do material particulado da fumaça do tabaco, e a tendência é que o mesmo se aplicaria à erva. O estudo também relatou que o material retido na água era mais cancerígeno do que a fumaça que passava por ele. 


    Posteriormente, uma pesquisa conduzida pelo Dr. Gary Huber, da Universidade do Texas, juntamente com colegas da Escola de Saúde Pública de Harvard, atingiu os mesmos resultados, mas com a Cannabis. Eles mostraram que a maior parte do THC passava pelo tubo de água e permanecia inalterado. Ou seja, a brisa psicoativa não era reduzida pela filtragem.


     


    O que a pesquisa mostrou então foi que passar a erva ou fumaça de tabaco através da água, ou mesmo expor a fumaça a uma superfície molhada por um determinado tempo, eliminava substâncias como acroleína, acetaldeído, e outras que são tóxicas. Mas o THC permanece, o que mostra que a tendência é que os bongs consigam entregar a mesma quantidade do que fumando um baseado, mas com bem menos malefícios.


    Embora muitos achem até que a bongada seja mais forte, quase um “coice”, no fim das contas ela é mais saudável, e portanto se você ainda não investiu em um bong, talvez esteja na hora de fazer isso.


     Filtros de acetato


    Os bongs são capazes de reduzir até 90% de substâncias nocivas. Já os filtros de acetato conseguem atingir o percentual bem menor, mas isso não quer dizer que devem ser ignorados, pois é melhor eles do que nada na hora de fumar. Afinal, estudos estimam que pelo menos 50% desses elementos tóxicos podem ser filtrados por eles, especialmente o alcatrão.


    Nos últimos anos, os estudos têm sido aliados das principais marcas que produzem esses filtros de acetato, justamente buscando soluções para melhorar ainda mais a filtragem e com isso conseguir reduzir ainda mais os danos para quem fuma. É por isso que os filtros devem ser indispensáveis caso um bong não esteja à disposição, ou simplesmente não esteja afim de utilizá-los. 

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    Cannabis na gravidez: faz bem ou mal?

    Cercado de tabus, preconceitos, e diferentes opiniões, o uso da Cannabis na gravidez é um tema que continua gerando debates e pesquisas científicas há anos. Porém, se você veio em busca da resposta final sobre os benefícios ou malefícios desta combinação lamentamos informar que nem mesmo os cientistas sabem responder com certeza, por diferentes motivos.

    O que se sabe definitivamente é que tem muita mulher que está no período de gestação, mas que adora dar “uns tapas” e não gostaria de deixar de fazer isso. Ao mesmo tempo tem muitas outras que deixam de consumir a planta justamente pelo preconceito em torno do tema, e também pelo medo, afinal não se sabe certamente quais os efeitos dessa exposição do feto à Cannabis na gravidez.


    E quando falamos sobre uso de Cannabis, estamos falando da flor in natura consumida de diferentes maneiras e não somente através do baseado, que é a maneira mais prejudicial.

     

    O que as pesquisas sobre Cannabis na gravidez dizem

    Desde os anos 60, médicos e pesquisadores tentam entender os efeitos do uso da Cannabis na gravidez. E provavelmente pelo vasto e também minucioso funcionamento do famoso sistema endocaninóide, é tão difícil se chegar a uma conclusão de como ela age durante a gestação justamente pelos diferentes resultados apresentados em pesquisas distintas.


    Uma das mais conhecidas, por exemplo, realizada por uma das mais famosas pesquisadoras da planta no mundo, a phD em Antropologia e Enfermagem, Melanie Dreher, concluiu que não havia qualquer alteração no desenvolvimento das crianças que foram expostas à Cannabis na gravidez, se comparado às crianças das mães que não consumiam.


    Ao contrário do que muitos achavam, o estudo da Melanie que foi conduzido na Jamaica, em meio ao convívio religioso e cotidiano da planta que pode ser conferido aqui, entendeu ainda que as crianças que tiveram interação com a Cannabis na gravidez se mostraram mais atentas, menos irritadas, e menos propensas à mudanças de humor.


    Entretanto, outros estudos apontavam que esse consumo na gestação poderia acarretar em anemia ou menos peso, o que não ficou comprovado. Já um estudo mais recente trouxe a informação de que o THC, substância psicoativa mais presente na planta pode atingir minimamente a placenta da mulher grávida e com isso diminuir a capacidade de circulação do sangue o que irá significar a chegada de menos oxigênio do que o normal para o feto. Além disso, a pesquisa diz que o THC pode permanecer por alguns dias no leite materno.




    Logo, o principal problema parece ser o THC, e não a planta inteira e seus canabinóides. O próprio CBD, conhecido por seus efeitos medicinais e baixo ou quase nulo teor de THC pode ser uma forma segura das mulheres continuarem fazendo uso da Cannabis na gravidez, embora ter esse acesso no Brasil não seja muito fácil apesar de conhecido pelas mulheres justamente por solucionar muitas dores associadas à gestação.

     

     Como a Cannabis pode ajudar mulheres grávidas


    O que não é novidade para ninguém é que mulher grávida sofre, e não é pouco. E é por conta dessas dores e sintomas da gravidez que a Cannabis pode ser tão importante. Afinal, a planta já é conhecida por aliviar cólicas menstruais nas mulheres, além de outros efeitos conhecidos não só por elas, mas por todos: redução da ansiedade, relaxamento do corpo e da mente, e também o combate aos enjoos/náuseas, comuns na gravidez, mas que também são amenizados pela erva nos casos de câncer.

     

    Dicas para consumir Cannabis na gravidez com segurança


    Existem maneiras diferentes e mais seguras de se obter os efeitos da Cannabis sem fumar. Afinal, se a própria planta teoricamente pode já não ser totalmente segura neste período em alguns casos, a fumaça e a combustão podem ser ainda piores e totalmente evitados. Por conta disso, o ideal caso queira manter essa relação com a planta na gestação  é necessário reduzir ainda mais os danos.


    Cannabis natural. As famosas flores. Nem pensar em prensado que pode ter fungos, sujeira, entre outras bactérias que vão ser prejudiciais para a grávida e para o feto.

    Se possível optar por óleos/concentrados de CBD.

    Procurar strains com alto teor de CBD.

    Consumir em comestíveis. 

     O que se sabe sobre Cannabis na gravidez ainda é pouco

    Como podemos ver, ainda são poucas as pesquisas sobre o tema Cannabis na gravidez, e os estudos existentes trazem pontos de vista divergentes, o que acaba trazendo ainda mais incerteza se essa combinação faz bem ou mal.


    Cada caso pode ser um caso, e os efeitos no fim das contas podem variar de gestante para gestante e também de uma Cannabis para a outra já que estamos falando de uma planta muito diversa, repleta de substâncias que mudam a cada genética. Isso só mostra o quão rico é esse assunto e o quanto ainda é possível desvendar sobre ele. 




    Guilherme Darros
    Jornalista, produtor de conteúdo

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    10 pontos que toda lei de legalização deve abordar

    Com a regulamentação da Cannabis avançando em estados americanos e países, o mundo já não debate mais apenas uma mudança na lei para lidar com a planta, mas também a melhor forma de fazer isso. E as diferentes experiências colocadas em prática têm colaborado para que algumas questões se tornem praticamente inegociáveis devido aos seus efeitos benéficos na sociedade, e isso inclui quem não dá uns tapas também.

    Os 10 pontos que toda lei de legalização deve abordar foi tuítada pela consultora canábica e integrante do Comissão de Controle da Cannabis de Massachussetts, Shaleen Title. A sua lista logo ganhou destaque na imprensa verde justamente por trazer realmente pontos unânimes que praticamente todos os ativistas e muitos legisladores são obrigados a concordar. O portal Leafly publicou esses 10 pontos.


      1.  Permitir o cultivo


    A liberação do cultivo próprio é o primeiro item apontado como essencial em qualquer projeto de legalização da Cannabis. Isso porque o cultivo garante o acesso à todos e não restringe a somente quem pode comprar em dispensários. A lista defende de 6 a 12 plantas por pessoa.


    2. Anisita para condenações relacionadas a Cannabis


    3. Representação de minorias nos órgãos reguladores.


    O objetivo é que essas agências que irão gerir o setor da Cannabis tenham uma ampla diversidade para que todas as comunidades de usuários, raças, e gêneros estejam representados.


    4. Transparência nas agências reguladores.


    5.  Aplicação responsável das receitas fiscais


    Controle de desvios e fiscalização da correta aplicação das receitas fiscais provenientes da Cannabis. De preferência que os recursos sejam destinados para populações carentes.


    6. Cumprimento de prazos


    7. Exigir metas de diversidade e limitação de licenças


    Isso é: as agências reguladores irão devem exigir que as empresas apresentem metas de diversidade no seu quadro funcional para que ele seja igualitário. Além disso, coloca-se um limite no número de licenças que um determinado CNPJ ou pessoa pode ter evitando monopólios.


    8. Vinculação da receita


    Seria a maneira de garantir a aplicação correta dos recursos antes mesmo que os impostos sejam gerados.


    9. Colaboração das empresas no cumprimento de metas.


    10.   Coleta de dados da indústria e dos impactos na sociedade.



     

    E no Brasil?

    Muitos devem concordar que esses 10 pontos poderiam fazer parte de uma eventual lei de regulação da Cannabis no Brasil. E daria pra incluir muitos outros temas para melhorar a indústria, ao mesmo tempo que seria necessária uma fiscalização forte pelo cumprimento das metas e das aplicações dos recursos, por exemplo. De qualquer forma, somente com esses 10 pontos, com certeza a sociedade se relacionaria muito melhor com a planta, longe da Guerra que continua.

     

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    Dirigir após se medicar com CBD é seguro?

    Embora seja uma das substâncias mais abundantes na Cannabis, juntamente com o famoso THC, o Canabidiol ou CBD, é conhecido justamente por não ter os mesmos efeitos psicoativos. Por conta disso é utilizado para fins medicinais e seu óleo é receitado e responsável por aliviar dores e problemas até mesmo de crianças. Porém, mesmo sabendo disso, será mesmo que dirigir após se medicar com CBD é seguro? 


    Afinal, embora não dê “onda”, o óleo de CBD consegue acabar quase que instantaneamente com convulsões, tremores do Parkinson, dores reumáticas, e outros diversos problemas, o que mostra todo seu potencial relaxante e quase anestésico. 


    Estudos recentes estão comprovando que dirigir sob efeitos de THC pode ser perigoso, e isso tem feito que países que estão regularizando a erva aprovem legislações cada vez mais rigorosas para essa combinação. Porém, o mesmo não tem acontecido com o CBD, que não é considerada uma molécula psicoativa. 


    O CBD no cérebro e na direção


    Embora não seja psicoativo oficialmente, o CBD interage fortemente com o nosso cérebro, além de provocar o relaxamento característico e responsável por aliviar tensões, estresse, e dores nos casos de doenças. Isso significa que mesmo não sendo THC, o CBD interage com o nosso sistema endocanabinóide, que já foi assunto aqui no blog


    Isso significa que o CBD pode afetar os receptores de serotonina alterando o humor, podendo diminuir a ansiedade, trazendo clareza e calma, efeitos muito semelhantes aos do THC. Logo, teoricamente dirigir após se medicar com CBD pode não ser seguro. 




    Além disso, a maioria dos óleos de CBD contém pequenas e quase imperceptíveis  quantidades de THC, mas que combinadas com uma alta dosagem de CBD, especialmente para quem não é usuário cotidiano, podem ser ainda mais perigosas ao dirigir. Os efeitos colaterais do CBD tendem a ser baixíssimos, mas podem existir e ser semelhantes ao de quem tem a primeira viagem forte de Cannabis, por exemplo. 


    Ter consciência quando o assunto é substâncias psicoativas e direção é essencial para não colocar a sua vida e a dos outros em risco. Hoje em dia tem Uber, metrô, Bike. Dá pra curtir a brisa ou se medicar sem enfrentar trânsito.

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    4 atividades físicas para praticar com a Cannabis

    O mito do consumidor de erva que só quer ficar deitado no sofá dando risada após fumar um quase não existe mais. Isso porque está cada vez mais comprovado que muitas pessoas ficam com vontade e necessidade de fazer algo e até mesmo se exercitar ou competir esportivamente após dar “uns tapas”. Sabendo disso, a Ultra420 preparou uma lista com 4 atividades físicas para praticar com a Cannabis. 


    Recentemente nós falamos aqui no blog sobre a adesão cada vez maior de atletas profissionais ao consumo da planta, principalmente para aliviar a tensão para competições, e também para aliviar dores e relaxar após treinos puxados. 

    Porém, tem muita gente aproveitando esses benefícios em atividades físicas cotidianas que também podem ficar melhores com a erva. 


    1. Trilhas


    Não tem nada melhor do que fumar um em meio à natureza. E melhor ainda se fizer isso antes e depois de uma boa trilha/caminhada para chegar em algum lugar paradisíaco, seja para tomar um banho da cachoeira ou aproveitar uma bela vista. A Cannabis é uma ótima pedida para que essas trilhas recompensadoras sejam ainda mais leves, engraçadas, e claro, diferentes, já que a planta é capaz de ampliar as perspectivas, e no mato isso pode ser ainda mais legal para curtir todos os elementos que a natureza oferece. 


    No Brasil e no mundo não faltam lugares apropriados para isso. É só calçar um tênis confortável e adequado para grandes desafios, levar água e outros itens básicos, e aquela Sativa vigorante para trilhar muito. 


    E não se esqueça: a Ultra420 tem uma linha com produtos de silicone que podem ser ideais para essas trilhas, pois são inquebráveis. Até mesmo o nosso bong de silicone. 



    2. Corrida


    Mais comum do que as trilhas, e bastante praticada por usuários da plantas que não abrem mão de hábitos saudáveis, especialmente nas grandes cidades, a corrida urbana fica realmente melhor acompanhada da planta. Muitos entusiastas da combinação falam sobre a concentração que a Cannabis é capaz de gerar, além é claro da diminuição dos impactos e a tradicional leveza que ela proporciona. 


    A verdade é que muitos ultramaratonistas tem admitido o uso da planta e se com exames antidoping essa combinação parece valer o risco, imagina para corredores amadores que só querem se exercitar e curtir uma boa brisa junto. Não tem nada melhor. 


    3. Ciclismo


    Outra atividade física bastante presente no dia a dia de usuários das grandes cidades é o ciclismo. E é comum que muitos se locomovam de bibicleta pela cidade logo após dar uns “tapas”. E realmente pedalar é uma atividade ótima nestas horas, pois além de permitir com que se vá de um lugar para outro rapidamente, se gasta energia e ainda se curte a cidade. 


    Porém, é sempre bom lembrar que não dá pra ficar viajando enquanto anda de bicicleta, pois o nosso trânsito é realmente perigoso e costuma ser inadequado para ciclistas. Aproveite a concentração da Cannabis e fique atento. 

    Além disso, não esqueça nunca o capacete e outros itens de segurança. 


    E se tudo estiver tranquilo e você quiser dar um dois pedalando use o nosso Ultranel. 




    4. Skate 


    Recentemente um dos maiores nomes do Skate brasileiro, Bob Burnquist passou a levantar a bandeira do uso da Cannabis medicinal e também pela retirada dela das substâncias ilícitas dentro do esporte. Não é segredo para ninguém que muitos outros skatistas são fãs da planta, ou pelo menos tem uma convivência tranquila com ela, afinal, nada mais comum do que aquela session em uma pista de skate, andando ou não. 


    A Cannabis pode ajudar na criatividade para elaborar manobras, ou simplesmente divertir mais ainda aquele rolê com os amigos, além de amenizar dores de quedas e tombos.



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    Dicas de presentes para Mães que não negam uns “tapas”


    O Dia das Mães está chegando e não é segredo para ninguém que tem muita mamãe que curte fumar um. Afinal, a relação da sociedade com a Cannabis está mudando e tem muita mãe saindo do armário. Tanto as que agora admitem o consumo desde a adolescência, mas que antes não assumiam por conta do preconceito, e também aquelas que começaram mais tarde a soltar fumaça e hoje até fumam com os filhos adultos.


    Então, se esse é o caso da sua mãe, seja biológica ou de criação, que tal presentear ela neste Dia das Mães  com um presente moderno e, claro, para brisar? A Ultra420 preparou dicas de presentes para Mães que não negam uns “tapas”.

     

    Cinzeiro de Silicone


    Ninguém gosta de ver a casa cheia de cinzas, mas mãe costuma gostar menos ainda. Então que tal presentear ela com um Cinzeiro de Silicone da Ultr420, que faz parte da coleção “Origens” que comemora os 25 anos da primeira headshop do Brasil.


    Esse modelo está disponível em diferentes cores, e por ser de silicone é extremamente fácil de limpar. Além disso, ele tem os espaços para deixar o beck ou tabaco apoiado. É um presentão para aquela mãe que enfumaça a casa.


    Ultranel


    Para aquela mãe que não para de fazer as tarefas nem quando é para fumar um, o presente ideal é o Ultranel. Afinal, com ele ela não vai precisar largar o beck enquanto trabalha, faz uma comida, ou simplesmente relaxa lendo um livro.  Apostamos que ela vai se surpreender com essa praticidade.



     

    Blusa Feminina Ultra420


    Todo filho gosta de ver a mãe vestida bem e feliz consigo mesma. Então, independente se ela gosta de um verde ou não, se ela admira um estilo street ela provavelmente vai gostar dessa blusa feminina da Ultra420 que também faz parte da coleção comemorativa dos 25 anos da marca.


    De design moderno e inovador, ela é de malha de toque macio, e embora seja de manga cumprida é perfeita para dias quentes e amenos, e produzida com 100% algodão de alta qualidade.



     

    Brisa – Desodorizador de Ambientes

     

    Tem mãe que gosta de ter a casa cheirosa, e outras simplesmente não querem que os vizinhos ou outras pessoas percebam que ela dá esses tapas na Pantera. Neste caso, um presente legal para esse Dia das Mães seria o Brisa, o desodorizador de ambientes da Ultra420, que é capaz de disfarçar aquela marofa.


    Essa solução é desenvolvida por uma perfumista francesa e é uma tecnologia exclusiva da Ultra420 chamada MOC (microencapsula as partículas da fumaça, tornando-a mais pesada que o aroma do desodorizador).Para um ambiente de 15m2, apenas duas borrifadas são o suficiente para dissipar o cheiro.


    Pipe de Silicone


    Para ajudar aquela mãe que curta dar uns tapas, mas não sabe bolar, o Pipe de Silicone da Ultra420 vai permitir que ela faça a cabeça sem "bateção" ou necessidade de enrolar. Basta ensinar ela que é só triturar o fumo, colocar no bowl (parte redonda com furo pequeno), colocar o dedo sobre o furo lateral para tragar e ao final, tirar o dedo para ingerir toda a fumaça. E esse modelo é híbrido, podendo servir até mesmo para concentrados/extrações.












    Guilherme Darros

    Jornalista, produtor de conteúdo


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    5 motivos para quem não é usuário apoiar a Marcha

    Se você é amante da planta deve saber que não faltam motivos para não ir na Marcha que vai acontecer na sua cidade. Na verdade, errado seria se você não fosse. Afinal, as Marchas que ocorrem anualmente em praticamente todos os estados são os principais e maiores eventos em defesa da descriminalização da Cannabis no Brasil e crescem a cada ano.

    Porém, isso não quer dizer que elas devem ser exclusivas a consumidores da erva. Sobram motivos para quem não é usuário apoiar a Marcha da planta também. A Ultra420 separou algumas razões para convidar aquele amigo ou familiar que não curte dar uns tapas, mas que também não tem preconceito e te respeita. Além de estar te ajudando, a gente aposta que ele vai dar muitas risadas com você nesse rolê.

    Veja alguns motivos:

      Solidariedade aos pacientes medicinais


    Quem acompanha notícias no Brasil já deve ter percebido a quantidade de pacientes medicinais de Cannabis que estão obtendo direito ao cultivo ou à importação do medicamento junto à Justiça. São crianças, idosos, e pessoas que sofrem diferentes enfermidades e que conseguem perceber alívios imediatos e ter uma vida melhor por conta dos benefícios da planta.


    Por mais que esses pacientes já consigam autorização, o processo é muito burocrático e extremamente caro. Participar das marchas que contam inclusive com blocos de usuários medicinais, é uma forma de prestar solidariedade a eles e ajudar na sua luta pelo direito à saúde, pois a descriminalização seria importante para eles também. 


    Fim da Guerra às Drogas


    Não precisa ser nenhum especialista em segurança e nem mesmo usuário da planta para perceber que a Guerra às Drogas que segue em curso no país e em boa parte do mundo não deu certo. Como recentemente o médico Drauzio Varella falou na sua excelente série no Youtube, chamada “Drauzio Dichava”, as drogas nunca foram tão fáceis de se conseguir e tão potentes quanto hoje.


    Além disso, essa Guerra às Drogas, especialmente contra a Cannabis, que é uma das mais consumidas e pouco prejudicial, promove a violência que atinge principalmente as periferias, mas que também faz vítimas em todas as regiões e todos os dias, inclusive muitos inocentes, usuários e não usuários que ficam no meio desse fogo cruzado de uma guerra perdida.  Lutar pelo fim desse conflito é lutar pelo fim da violência para todos.

         Maior arrecadação e menos gastos


    Com a planta apenas descriminalizada os gastos com a Guerra às Drogas já devem diminuir bastante, porém com a planta regulamentada como vem ocorrendo no Uruguai, Canadá, e vários estados americanos, pode significar um aumento significativo de arrecadação para o Governo. Taxar a erva como é feito com o cigarro ou com as bebidas alcoólicas iria gerar dinheiro que pode ser revertido em melhorias para todos os cidadãos, mesmo aqueles que não consomem.


    Pelo menos é o que acontece no estado do Colorado, onde a arrecadação é tanta com a Cannabis regulamentada, sendo vendida em dispensários e com cultivos em larga escala, que o governo conseguiu aumentar sua capacidade de investimento. E quem não gostaria de ver isso na sua cidade ou estado, não é mesmo?!





    Um novo mercado


    Tem gente ganhando muito dinheiro com a planta regulamentada. E não precisa ser usuário para isso não. A planta “incendiou” um novo mercado, que é o mercado canábico e que já gera mais de 200 mil empregos nos Estados Unidos e tem a expectativa de empregar ainda mais pessoas.


    E isso não significa vaga só para cultivar a planta não.  Como toda empresa, as marcas do mercado canábico precisam de profissionais de praticamente todas as áreas, como contabilistas, recursos humanos, atendentes, profissionais de logística, marketing, entre tantas outras áreas que qualquer usuário ou não pode vir a preencher.


    Em um país com mais de 12 milhões de desempregados como o Brasil, uma indústria como essas seria pra lá de importante, e poderia tirar da fila do SINE aquele seu amigo que não curte a erva.

       Liberdade individual

    Quem não gosta da erva tem esse direito, mas tem que entender uma coisa: se você pode beber um fardo de cerveja, mesmo que isso seja prejudicial, nós também temos o direito de fumar a nossa planta, pois se ela está fazendo mal é unicamente para uma pessoa, e não para os outros.


    Logo, é o direito à liberdade individual que deve ser respeitada e todos nós deveríamos lutar por isso, ou pelo menos não julgar. Participar da Marcha é apoiar o direito de cada pessoa decidir o que faz com o seu corpo também. É mais um motivo para quem não é usuário comparecer e mostrar sua coerência.





    Guilherme Darros

    Jornalista e produtor de conteúdo

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    Confira o que rolou no 4/20 Day do Canadá de 2019

    Você provavelmente já viu aquele famoso vídeo com uma contagem regressiva e em seguida uma verdadeira nuvem de fumaça pairando sobre uma multidão reunida para celebrar o 4/20 Day no Canadá, não é mesmo?!


    Esse ano rolou de novo.


    E desta vez, a Ultra420 em parceria com o Smoke Buddies traz um pouquinho do que rolou neste vídeo produzido pelo canal The High Bird, que acompanhou este 4/20 Day de 2019 em Vancouver, no Canadá.


    Essa foi a 25ª edição do evento e a primeira com a Cannabis finalmente descriminalizada no país, reunindo mais de 100 mil pessoas no parque Sunset Beach, onde juntamente com a celebração deste dia e o ativismo pela planta, rolou shows, exposição de produtos, e muitos negócios canábicos mostrando que ao contrário do clima do país, este mercado está se aquecendo cada vez mais.


    O The High Bird conversou com o público e trouxe diversos relatos e pontos de vista da regularização da Cannabis no país, e do próprio evento.  “A recente legalização do uso recreativo tornou o evento ainda mais interessante. Investidores, empreendedores, lojistas, pacientes, consumidores e entusiastas passaram pela feira em busca de informações, produtos e serviços. Destacando a singularidade do evento - jovens vendendo brownie de maconha versus grandes corporações indicando os próximos passos do mercado. Você conhece algum evento mais democrático que este?”, escreveu no canal.


    Ele também destacou a paz que imperou sobre esse 4/20 Day Canadense. “A polícia - espalhada por toda a área - parecia estar ociosa perante a pacificidade do evento. A vibe de quem estava ali era justamente a de quem encontrou na cannabis algum tipo de cura”, disse.


    Confira o vídeo completo e se inscreva no canal do The High Bird no Youtube.



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    A evolução dos trituradores

    Dichavador, Triturador, Esmurrugador, e tantos outros nomes são dados de Norte a Sul do país para chamar o mesmo item que é indispensável e faz parte do kit de qualquer amante da planta. Afinal, em um país em que o consumo do famoso “prensado paraguaio” predomina, são necessários “dentes” afiados para deixar a ganja pronta para a bolação, o que fez com que os consumidores vissem uma verdadeira evolução dos trituradores ao longo dos anos. 


    Quem já é usuário há mais tempo precisou fazer muito esse trabalho de dichavar manualmente, ou até mesmo com uma faca ou tesoura em caso de flores naturais. Depois foram surgindo os trituradores ou dichavadores de madeira que tinham até mesmo pregos fazendo o trabalho de dichavar a erva.


    Com o passar do tempo esses trituradores começaram a ser feitos de acrílico e metal também, ganhando novas cores, desenhos, e até mesmo formas diferentes em alguns casos. Porém, a última novidade é o triturador de silicone da Ultra420, que além de ser feito a partir de um material inovador e ainda tem um design exclusivo. 


    Triturador de Silicone


    Para quem está acostumado com os trituradores ou dichavadores convencionais, o triturador de silicone da Ultra420 é uma experiência à parte. Feito em formato de tubo, e com modelos distintos de design da coleção “Origens”, que comemora os 25 anos da primeira headshop do Brasil, ele tem características únicas.


    Isso porque além de ser totalmente à prova d’água e odor, esse triturador de silicone serve também como pote para armazenamento da sua erva, com um espaço para até 6 gramas. Além disso,  a tampa serve como dosador e ele pode ser utilizado tanto para prensado quanto para flores. 




    O seu manuseio também é diferente dos demais modelos de trituradores disponíveis no mercado. Basta colocar a ganja dentro e simplesmente esfregar com as duas mãos que os dentes inquebráveis de silicone que darão conta do recado. Depois: “é só jogar na seda, no bong, ou no pipe”, como canta Marcelo D2.


    O triturador de silicone pode ser encontrado nas lojas físicas da Ultra420 e também na loja virtual. 


    Limpando o seu triturador


    Todo triturador precisa ser limpo, seja ele de metal, acrílico, madeira, ou silicone. Para fazer isso e deixar os “dentes” do seu dichavador novinho, nós recomendamos a utilização do Salvô, solução limpadora da Ultra420 que serve também para bongs e pipes.






    Guilherme Darros

    Jornalista, produtor de conteúdo

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    O que muda com a nova política de drogas?

    O anúncio feito recentemente pelo Governo Federal de uma nova política norteadora para a temática das drogas no Brasil pegou profissionais como psicólogos, psiquiatras, e assistentes sociais de surpresa, além de juristas e defensores de uma nova legislação para lidar com o tema, mas que esperavam por um avanço, e não um retrocesso na questão.  Quer entender o que muda com a nova política de drogas?


    Bom, embora não seja uma lei, a Política Nacional Sobre Drogas  (PNAD) é um decreto que determina quais ações serão tomadas para diminuir o consumo de drogas no país, reunindo as competências de órgãos de segurança, saúde, e Judiciário. Até então, as diretrizes eram umas, datadas de 2002 eram bem diferentes das orientações e ações propostas agora.


    Nova política deixa legalização distante


    Uma possível descriminalização oficial da Cannabis, ou até mesmo uma regulamentação fica ainda mais distante com a nova PNAD. Isso porque o próprio decreto diz que vai seguir a opinião da população que já teria se manifestado contra a legalização, e reforça que o cultivo ou importação continuarão proibidos.  


    “A orientação central da Política Nacional sobre Drogas considera aspectos legais, culturais e científicos, especialmente, a posição majoritariamente contrária da população brasileira quanto às iniciativas de legalização de drogas.” diz o novo decreto.


    O fim da redução de danos


    Um dos principais pontos que preocupou especialistas da área da saúde e da assistência social da nova política de drogas é a substituição da redução de danos,  que tem se mostrado eficaz e cada vez mais ampliada em diversos países do mundo. No seu lugar entra uma diretriz de abstinência, ou seja: não haverá uma redução gradual no consumo de um dependente de Crack ou um diálogo para que ele diminua as doses, como acontece em Portugal por exemplo.



    A política direciona para que esse dependente tenha uma total abstinência da substância, e preferencialmente que seu tratamento seja em entidades privadas ou nas famosas comunidades terapêuticas que receberão investimento público para isso conforme diz o próprio decreto: “Estimular e apoiar, inclusive financeiramente, o trabalho de comunidades terapêuticas, de adesão e permanência voluntárias pelo acolhido, de caráter residencial e transitório, inclusive entidades que as congreguem ou as representem. Estimular e apoiar, inclusive financeiramente, o aprimoramento, o desenvolvimento e a estruturação física e funcional das Comunidades Terapêuticas e de outras entidades de tratamento, acolhimento, recuperação, apoio e mútua ajuda, reinserção social, de prevenção e de capacitação continuada”. 



    Critérios para distinção entre usuários e traficantes segue igual


    Mais uma vez, traficantes e usuários serão diferenciados levando em conta diferentes fatores que podem muitas vezes ser interpretados conforme o que a autoridade quiser na hora de um flagrante. Ou seja, como a lei não determina uma quantidade certa de posse de droga para diferenciar os dois, a tendência é que mais uma vez moradores de periferia terão tratamento diferente de moradores de bairros nobres, mesmo que ambos sejam usuários. 



    Isso ocorre justamente pelas características que tanto a lei, quanto o decreto determinam: “As diferenças entre o usuário, o dependente e o traficante de drogas e tratá-los de forma diferenciada, considerada a natureza, a quantidade da substância apreendida, o local e as condições em que se desenvolveu a ação de apreensão, as circunstâncias sociais e pessoais e a conduta e os antecedentes do agente, considerados obrigatoriamente em conjunto pelos agentes públicos incumbidos dessa tarefa, de acordo com a legislação”.

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    Ultra420 e Rappi se unem para te salvar

    Música rolando, amigos reunidos e todos prontos para aquela session tão aguardada. Mas na hora de começar a “bolação” ninguém tem seda ou um lugar perto para comprar. Isso seria um problemão, não fosse mais essa novidade da Ultra420.


    Afinal, a primeira headhshop do Brasil está comemorando 25 anos e quem ganha são os nossos clientes e amigos. Isso porque além de desenvolver produtos inovadores para o mercado e um novo site para celebrar essa história, a Ultra420 agora inicia uma parceria inédita com o aplicativo de delivery Rappi para fazer entrega dos seus produtos em São Paulo capital e Campinas.


    O Rappi entrega praticamente tudo. Comida para larica, bebidas, presentes, e agora bongs, sedas, pipes, dichavadores, e vários produtos exclusivos que a Ultra420 tem a oferecer pra te salvar. Basta consultar a disponibilidade e abrangência, no app Rappi.


    Para utilizar esse serviço, baixe gratuitamente o app na AppStore e ou PlayStore e procure a opção Headshop dentro do próprio Rappi. Faça o pedido e aguarde a experiência chegar. 

     

    Ultra420 e Rappi, experiências na velocidade da luz!






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    Cannabis nos esportes: o uso por atletas e o "doping"

    Desde que os Estados Unidos, e outros países mudaram suas leis sobre a Cannabis, o assunto tem deixado de ser um tabu e isso fez com que diferentes personalidades e até mesmo grupos sociais começassem a sair do armário assumindo seu gosto pela erva, ou simplesmente defendendo ela como uma droga bem menos perigosa do que algumas outras liberadas por aí. Um exemplo é a presença cada vez maior da Cannabis nos esportes. 


    Se em um passado não tão distante, o maior medalhista olímpico da história, o americano Michael Phelps foi criticado e punido pelo uso da planta, assim como o brasileiro ex-jogador de vôlei, Giba, hoje em dia ela já é uma realidade praticamente legal para lutadores de MMA, e tem se tornado comum também por atletas da NBA e da NFL, segundo o blog da Royal Queen Seeds, embora ela ainda seja tratada como “doping” passível de punição. 


    Qual o motivo de atletas usarem Cannabis?


    Muitas pessoas, especialmente àquelas que não fazem uso tão frequente da planta, se perguntam o que leva alguém a dar uns "tapas" antes de praticar uma atividade física, ou um jogo importante assistido pelo mundo todo por exemplo. Esse pensamento ocorre pelas pessoas ligarem a Cannabis a efeitos relaxantes, porém sabemos que ela pode ajudar de outras formas também. 


    Assim como um café pode deixar um atleta mais atento e concentrado, a Cannabis pode deixar outro igualmente assim. Porém, o mais comum é que os atletas façam uso da planta para fins medicinais mesmo, aliviando dores, especialmente nas articulações, algo comum em quem se movimenta muito e exige o mesmo tanto o seu corpo. 


    Tem quem admita usar a planta para dormir melhor antes ou depois de jogos, ou até mesmo para relaxar e ficar menos tenso antes de uma partida ou luta muito importante. Já o ex-jogador da NBA, Al Harrington, dizia ter encontrado na erva um analgésico que não tivesse efeitos colaterais fortes e prejudiciais iguais aos vendidos na indústria farmacêutica. 


    Ou seja, pelo visto ela pode ajudar os atletas de diferentes formas, o que vem fazendo com que alguns comitês também debatam o tema internamente para talvez num futuro próximo alterar as leis e tirar as punições à profissionais flagrados por uso.


    Qual a punição dos atletas que usam Cannabis?


    1.  NBA – Inscrição em um programa de tratamento, e testes mais regulares além de possível multa. Após três flagrantes o jogador é suspenso por cinco jogos.

    2. NFL – Os flagrados são submetidos a testes muito mais frequentes durante um período de 24 meses. Em casos recorrentes há suspensão e podem levar até o banimento da liga se passarem de três. 

    3. Surfe – Punição somente após o terceiro caso.


    4. Futebol – No Brasil é Punição em caso de flagra.

    5. Skate – O brasileiro Bob Burnquist lidera movimento para tirar a Cannabis das substâncias ilícitas do esporte.







    Guilherme Darros

    Jornalista, pesquisador, e produtor de conteúdo canábico

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    20 de abril ou 4/20: O Dia Mundial da Erva

    O mês de Abril é especial para os apaixonados pela erva do mundo todo. Isso porque uma data específica os une nesta época do ano para celebrar a cultura canábica. É o dia 20 de Abril ou 4/20: o Dia Mundial da Erva, que se tornou 24 horas de muita fumaça e defesa da planta.


    Porém, entender a origem deste dia e principalmente destes números é essencial para qualquer apreciador dela. Afinal, o 4 e o 20 juntos são uma combinação que muitos não esquecem e fazem questão de lembrar, e inclusive esses números fazem parte do nome da nossa marca, a Ultra420. O motivo para tanta fama e o significado do dia mundial da erva é na verdade uma brisa daquelas que provavelmente você teria com seus amigos.

     

    4:20, a hora de fazer a cabeça

     

    Talvez você não tenha ouvido falar do dia 20 de abril como uma data relacionada à erva, mas o horário 4:20 é reconhecido até por quem não é usuário, de tão famoso que é. E é o horário que consequentemente dá origem ao dia também, e por isso é tão importante entender onde surgiu, pois possui diferentes versões.


    A história que se tornou aceita e conhecida como a verdadeira é de que um grupo de estudantes do ensino médio da Califórnia denominado “Waldos”, no início dos anos 70, após encontrar um lugar secreto para consumir a planta sem serem pegos, começou a frequentar o local cotidianamente às 4:20, ou 16h20 no Brasil. Logo,  4:20 se tornou um código e também um horário oficial para fazer a cabeça.


    A expressão se espalhou tão rapidamente com a ajuda do movimento hippie e hoje em dia 4:20 é a hora predileta e mais lembrada pelos apaixonados pela planta na hora de dar uns tapas em qualquer lugar do mundo. É quase uma sincronia na hora de soltar fumaça.



     

    20/4, o Dia Mundial da Erva

     

    Se já havia uma hora oficial para consumir cannabis, faltava um dia inteiro para celebrar ela e lutar pela sua descriminalização e pelos fim dos preconceitos com os usuários. E assim o 4:20 se tornou o 20 de abril, ou 20/4 que no calendário americano fica justamente 4/20, pois o mês vem antes. Nasceu então o Dia Mundial da Erva que hoje já é realidade no mundo todo.


    Neste dia, mais do que fumaça, coletivos, usuários, marcas, e ativistas se unem para ações especiais, como debates, palestras, sorteios, promoções, marchas e eventos para lembrar da planta.


    Agora que você já sabe a origem destes números e principalmente do dia 20 de abril, é bom preparar o kit e arrumar uma maneira de mostrar seu amor pela planta neste dia que já está chegando.





     


    Guilherme Darros

    Jornalista, pesquisador, e produtor de conteúdo canábico



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    Por que o estado do Colorado se dá tão bem com a erva

    Pioneiro na regulamentação da cannabis para fins medicinais e recreativos adotando um dos modelos mais liberais em prática nos Estados Unidos e no mundo, e ainda por cima arrecadando muito em impostos por conta disso. Já parou para pensar por que será que o estado do Colorado se dá tão bem com a erva? 

    Afinal, ele é um dos principais cases de sucesso de como lidar com a planta, pois é um estado que se tornou um polo da indústria canábica, reunindo diversas empresas, agências especializadas, consultorias, e startups do ramo. Mais do que isso, o Colorado tem um sistema que parece agradar e recompensar tanto a iniciativa privada, quanto o governo local e sua população. A questão é qual o segredo para uma regulamentação funcionar tão bem. 


    Linha do tempo da planta no Colorado 


    Foi recentemente que o Colorado praticamente “legalizou” a planta ao adotar esse modelo que permite o cultivo e o comércio. Porém, há anos o estado vem adotando posturas mais brandas do que outros locais em relação à ela, o que mostra que sua relação se tornou cada vez mais amigável ao longo dos tempos como mostra essa linha do tempo. 


    Tomado pela onda hippie assim como boa parte dos Estados Unidos no final dos anos 60 e início dos anos 70, no estado do Colorado 67% dos estudantes eram favoráveis à legalização já em 1968, enquanto hippies também já cultivavam a sua própria erva. 


    Em 1975 o estado do Colorado já descriminaliza a posse para consumo pessoal. 


    Pacientes com Glaucoma e Câncer já poderiam ter acesso à cannabis medicinal no Colorado em 1979. Porém, como isso também dependia do governo federal foram anos sem sucesso da aplicação da lei que permitia que médicos prescrevessem medicamentos ou a própria planta. 


    Em 1996, após a regulamentação para uso medicinal na Califórnia, retoma-se o movimento para fazer o mesmo no colorado. Mas foi somente no ano 2000 que ele se tornou um dos primeiros estados a liberar o uso medicinal da erva para várias doenças. 


    Em 2006 e 2007, em consultas populares, a comunidade do Colorado já defendia que a cannabis não fosse prioridade para a polícia.


    Em 2010 acontece um boom de dispensários e de “pacientes” medicinais mesmo sem a total regulamentação destes espaços. 


    Em 2011 vários projetos de legalização e regulamentação do comércio, cultivo, e consumo da cannabis tanto para uso medicinal quanto recreativo já estavam sendo discutidas. Mas foi em 2012 que 65% da população do Colorado foi às urnas para legitimar essas mudanças nas leis. Vários partidos e políticos apoiaram a causa. 




    Portanto, desde 2012, qualquer pessoa maior de 21 anos pode comprar e portar até 28 gramas de ganja e cultivar até seis plantas em casa. Já turistas podem adquirir até 7 gramas. Existem vários dispensários autorizados por todo o estado que fazem esse comércio. 


    Em 2013 o The Denver Post, principal jornal da capital do Colorado colocou uma coluna e quase uma editoria inteira sobre cannabis, chefiada pelo jornalista Ricardo Baca que já foi história aqui na Ultra420



    A planta no Colorado hoje


    Hoje em dia, o Colorado vive uma relação só de amor com a cannabis. O estado tem ganhado muito economicamente e o dinheiro arrecadado com impostos do comércio da planta tem retornado em investimentos para os cidadãos, independentes se são consumidores ou não, se atuam nessa indústria ou não. Por lá, todos estão ganhando e só em 2018 a planta movimentou U$ 1,55 bilhão de dólares.


    Além disso, estima-se que a erva já empregue cerca de 27 mil pessoas formalmente em todo o estado, o que ajuda e muito na economia, pois como já falamos aqui, hoje em dia a indústria canábica necessita de profissionais de diversas áreas. O sucesso é tanto que segundo a coluna The Cannabist, do Denver Post, o estado estuda afrouxar a regulamentação e a taxação da indústria para que prospere cada vez mais.






    Guilherme Darros

    Jornalista e produtor de conteúdo canábico

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    Como a erva ajuda no tratamento de dores


    Que a Cannabis possui diversos efeitos medicinais praticamente todo mundo já está sabendo. Porém, entender como ela funciona no tratamento de algumas doenças e dores crônicas para ajustar a dosagem e tratar com eficiência esses problemas exige pesquisas que vão descobrindo cada vez mais como a planta atua no nosso corpo sem promover grandes mudanças nele.

    Isso quer dizer que a erva não possui grandes efeitos colaterais, ao contrário de alguns medicamentos, justamente por nosso corpo ter naturalmente o sistema endocanabinóide, que já foi assunto aqui no blog daUltra420 e nada mais é do que diversas células que possuem um encaixe perfeito para receber substâncias da planta e com isso promover alterações sutis no funcionamento de outras células e moléculas.

     

    Os diferentes tipos de dores


    Nem todas as dores são iguais. Existem dores provenientes de inflamações, as dores crônicas que costumam afetar de forma constante e cotidiana, as dores reumáticas em articulações e ossos, e também dores provenientes de doenças mais sérias, como câncer e outras, além das dores mais comuns como de barriga, de cabeça, etc. A verdade é que a planta pode ser muito eficaz para diversas delas, mas isso não quer dizer que fumar um prensado irá resolver todos os males. 


     



    Como o CBD e o THC agem nas dores?


    A cannabis é composta por diferentes substâncias, mas as mais abundantes são  THC e CBD. E ambas têm efeitos anti-inflamatórios potentes. No caso do THC, seus efeitos são impulsionados pela ativação de receptores nas células do sistema imunológico. Enquanto o CBD, pode conter esses mediadores que estão inflamando o corpo ajudando no processo anti-inflamatório.

    As duas substâncias conseguem agir de forma semelhante nas demais dores também, além de colaborarem para melhora da apetite e do humor de quem sofre com esses inconvenientes. O importante, segundo estudos, é buscar o equilíbrio entre o THC e o CBD para um tratamento eficaz. 





    Guilherme Darros

    Jornalista e produtor de conteúdo canábico

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    Como funcionam os coffeeshops de Amsterdam?


    Poucos lugares são tão famosos por sua relação com a planta quanto Amsterdam, capital da Holanda. E não é para menos, pois o país e sua principal cidade estão na vanguarda quando o assunto é consumo de cannabis descriminalizado por conta dos seus ainda mais famosos coffeeshops, onde turistas e moradores podem desfrutar da planta sem incômodo há décadas.


    O que pouca gente sabe é que para funcionar esses espaços transitam entre a legalidade e a ilegalidade, já que nem todo o processo até chegar no consumidor está de fato regulamentado. A policia holandesa ainda faz operações para prender cultivos de larga escala enquanto permite que milhares de pessoas consumam legalmente. Então, como funcionam os coffeshops de Amsterdam?

     

    A história e as regras para as coffeeshops


    Pode acreditar: a primeira coffeeshop de Amsterdam para venda e consumo de ganja surgiu lá em 1972, provavelmente muitos antes de muitos clientes da Ultra420 sonharem com Amsterdam como um pico a ser visitado, e talvez antes de muitos nascerem. Yellow Mellow foi pioneiro, e em 1975, a Bulldog abriu o seu coffeeshop e assim foram surgindo mais e mais enquanto as autoridades só observaram para ver se não iria dar confusão.


    Nenhum problema foi detectado e os coffeeshops não foram fechadas, mas apenas regulamentados e obrigados a cumprir certas normas para funcionarem. Algumas destas regras foram acrescentadas ao longo dos últimos anos, o que acabou até colaborando para reduzir o número de estabelecimentos na cidade. Mesmo assim, ainda é possível encontrar vários e vários lugares para curtir uma brisa de qualidade antes de conhecer uma cidade encantadora.




    As regras dos coffeeshops:


    •          Venda de até 5 gramas por pessoa.
    •          Somente para maiores de 18 anos.
    •          Sem publicidade externa.
    •          Sem venda de drogas além de Cannabis e Haxixe.
    •          Distância de escolas.
    •          Alguns locais não vendem para estrangeiros.

     

    O consumidor compra legal, as coffeeshops não

    O mais curioso da legislação holandesa é que as coffeeshops não são proibidas de comercializar a erva, porém elas não podem adquirir a planta ou até mesmo cultivar para depois revender. Ou seja, os estabelecimentos estão dentro da lei, ao mesmo tempo que estão no mercado paralelo comprando a planta que será vendida legalmente depois.


    Depois de anos dessa legislação sem sentido, a Holanda já está discutindo uma mudança para finalmente regularizar o cultivo e comércio da planta em larga escala visando atender legalmente a demanda dos coffeeshops no país. Agora criminalizar seu uso ou até mesmo seu cultivo nem parece passar pela cabeça das autoridades que já estão acostumadas a lidar com a onda verde. 






       

    Guilherme Darros

    Jornalista e produtor de conteúdo canábico

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    Entenda a lei da Espanha para lidar com a planta

    Um dos destinos que tem sido muito procurado por amantes da planta é a Espanha, mais precisamente Barcelona que mais do que Messi e Barça também está repleta de clubes sociais para consumo da erva. Nós já falamos aqui no blog da Ultra420 sobre esses espaços que até são um pouco semelhantes aos coffeeshops de Amsterdam, na Holanda, e que se tornaram sucesso em terras espanholas.





    Recentemente, o país sediou a Spannabis, um dos maiores eventos do mundo sobre a ganja justamente em Barcelona, e os clubes estiveram bastante movimentados e enfumaçados. Mas afinal, o que diz a legislação da Espanha sobre a planta? Ela é legal para permitir que esses clubes se tornem cada vez mais numerosos e a cidade atraia visitantes por conta dessa “tolerância verde”? É isso que nós queremos responder.


    A descriminalização em 2015


    Foi em 2015 que a Espanha mudou sua legislação sobre a planta ao descriminaliza-la para cultivo e para consumo em ambientes privativos. Ou seja, o país legitimou o uso da erva como um direito individual tornando legal que a pessoa faça isso, desde que na sua própria residência. 


    A descriminalização também regulamentou o mercado de sementes no país, porém o comércio das flores em si continua proibido. Na teoria. 


    O que diz a lei espanhola


    Medicinal


    Permitido remédios à base da planta, mas somente alguns limitados e adquiridos mediante apresentação de documentos.


    Consumo


    Permitido em ambientes privados. 

    Multa administrativa se for flagrado fumando em local público. 

    Dependendo a localidade, já que as comunidades autônomas possuem algumas legislações próprias, a posse máxima pode ser de 70g. Mais pode ser encarado como comércio ilegal.


    Cultivo


    Legal para consumo próprio. 

    Somente em local privado. Caso esteja visível pode ser passível de multa. 

    Sem limites de plantas. 




    Os clubes da Espanha


    Se olharmos somente para a legislação fica praticamente impossível de entender como é que os clubes sociais funcionam na Espanha, mas na verdade é bem simples: os clubes são encarados como espaços privados, casas, ou residências. Trata-se de uma brecha na legislação que faz com que o dono de um clube seja, perante à lei, um consumidor que tem vários convidados na sua casa fazendo fumaça com ele. 



    Mas como o comércio da planta também é proibido, os clubes acabam funcionando como associações que fazem cultivos coletivos, em locais privados é claro, e depois dividem as flores com os sócios que pagam uma mensalidade e podem consumir tanto no próprio clube, como em casa. Atualmente estima-se que a Espanha tenha cerca de 700 clubes que, na prática, não deveriam receber estrangeiros, mas que se tornaram os coffeshops da Espanha para todos. Inclusive para turistas.



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    A Cannabis poderia ser utilizada para o tratamento do Glaucoma?

    O glaucoma é uma condição crônica que ocorre quando o nervo óptico que liga o olho ao cérebro é danificado devido à alta pressão ocular. Os sintomas podem incluir perda de visão, náuseas e dor nos olhos. A doença é a segunda principal causa de cegueira no mundo. Não existe uma cura conhecida para o glaucoma, mas o medicamento ou a cirurgia podem ajudar a controlar seus sintomas. Estudos sugerem que a Cannabis pode realmente combater o glaucoma e aliviar a intensa pressão dos olhos.



     

    O glaucoma leva à perda de visão devido à morte seletiva de células ganglionares da retina, neurônios próximos à superfície interna da retina. Mas um estudo publicado no British Journal of Ophthalmology descobriu que o THC e CBD, os dois principais componentes da Cannabis, possuem propriedades antioxidantes que podem ajudar a prevenir a morte neuronal, eliminando toxinas como o ácido glutâmico. De acordo com o mesmo estudo, os canabinóides também podem aumentar o fluxo sanguíneo ocular. O estudo descobriu que 2- arachidonoilglicerol, um canabinóide endógeno, reduz a ação da endotelina-1, uma proteína que restringe os vasos sanguíneos e contribui para o desenvolvimento do glaucoma. Esta evidência sugere que a Cannabis pode ter propriedades benéficas no tratamento do glaucoma causado por doença vascular.


    A PIO (pressão intra-ocular) é um dos principais fatores que contribuem para o glaucoma, e precisa ser rigorosamente gerenciada para evitar perda de visão permanente. Um estudo publicado no Journal of the American Medical Association descobriu que os canabinóides reduzem a PIO em cerca de 25% em 60 a 65% dos pacientes. Os efeitos da Cannabis inalada duram apenas 3 a 4 horas, de modo que os canabinóides orais e tópicos podem mostrar uma melhor promessa. A capacidade da Cannabis para reduzir a PIO provém, na verdade, da capacidade do THC de reduzir a pressão arterial. Os pacientes com glaucoma acumulam um fluido no olho. Uma diminuição da pressão sanguínea permite que este fluido seja drenado, resultando em PIO mais baixa.


    Julio de Almeida

     

    Químico em formação, curioso e estudante de Cannabis.

    Apaixonado pela gama de benefícios que a planta possui.



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    Quantos gramas uma planta produz?

    Essa é uma dúvida muito comum e não tão fácil de responder, pois existem inúmeras variáveis que afetam diretamente a produção, por isso resolvemos dividir o assunto em plantas cultivadas ao ar livre e plantas cultivadas em estufas.

     

    PLANTAS CULTIVADAS AO AR LIVRE (OUTDOOR)

    Sob condições perfeitas, você pode esperar rendimentos acima de 500 gramas ou 17,5 oz por planta. 

    Espaço é uma necessidade (pelo menos dois metros), juntamente com água, nutrientes e controle adequado sobre pragas e doenças. Se estiver usando vazo, ele deve ter pelo menos 50 litros ou 15 galões de tamanho.

    Além de uma quantidade adequada de sol, água e de nutrientes, a genética da planta desempenha um papel muito importante. Sementes são vitais e você precisa ter algumas sementes, de boa qualidade, sempre à sua disposição.

    Mais uma vez, 500 gramas (17,5 oz) por planta é possível se tudo correr como planejado.

     

    PLANTAS CULTIVADAS EM ESTUFAS (INDOOR)

    Luzes são de extrema importância e a maior variável para chegar a um denominador comum. Produtores experientes podem produzir cerca de um grama por watt de luz (1 grama = 0,035 oz). Assim, com 400-watt HPS, pode se conseguir 400 gramas ou 14 oz por metro quadrado.

    ps: em cultivo indoor não falamos por planta e sim por metro quadrado.

    Da mesma forma, uma plantação com 1200 watts de luz pode render 1,2 kg ou 42 onças de cannabis. Ter o equipamento certo, os nutrientes adequadas, qualidade do ar benéfica e outros fatores valiosos são de extrema importância para produzir os maiores rendimentos possíveis. Certificar-se de que as plantas têm espaço para crescer também é fundamental.



    RENDIMENTO MÉDIO NO SOLO

    Se estiver cultivando em solo, você pode esperar um pouco menos de rendimento do que se tivesse cultivado  em sistemas hidropônicos. Isso ocorre porque utilizando sistemas hidropônicos, podemos controlar completamente o pH e a quantidade de nutrientes que as plantas precisam e sempre fornecer a quantidade ideal para cada fase de vida.

    Embora o crescimento do solo possa diminuir o seu rendimento, também fica mais fácil o cultivo no geral, pois quando cultivamos no solo, há espaço para cometer erros como de pH e TDS e pagar por eles em rendimento.

    Em termos de números, espere um máximo de 1 grama por watt. Isso significa que uma lâmpada de 600 watts pode produzir 600 gramas ou 21 onças por metro quadrado.

     

    RENDIMENTO MÉDIO EM SISTEMAS HIDROPÔNICOS

    Em sistemas hidropônicos, os rendimentos são até 20% maior, contanto que você não cometa nenhum erro. Com o crescimento de hidro, não há espaço para erros. Você deve ter muito cuidado com os níveis de TDS e pH porque as raízes estão diretamente na água (e não no solo) e os níveis incorretos podem afetar imediatamente as plantas.

    Mesmo o menor erro pode arruinar o seu rendimento. No entanto, aqueles que o fazem corretamente serão recompensados.

    Você pode esperar até 1,2 gramas por watt, o que significa que uma lâmpada HPS 600watt pode dar-lhe 720 gramas ou mais de 25 onças, por metro quadrado.



    André Visani Perroud

    Empreendedor, Grower,

    Nerd e Degustador 


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    Como a Cannabis pode reduzir danos causados ao nosso organismo?

    Ultimamente escuta-se muito sobre os compostos antioxidantes, muito disso deve-se a capacidade destas moléculas de reduzir os danos causados ao nosso organismo. Seria a mesma ideia da Vitamina C, muito do seu auxilio ao combate e prevenção de doenças provem desta propriedade. Os canabinóides não ficam para trás, além das outras características medicinais que possuem, também são antioxidantes. 

    Mas afinal, o que essas moléculas fazem? Elas atuam evitando reações advindas de um processo que conhecemos como estresse oxidativo. O problema disso é que as reações desencadeadas por este estresse, que já ocorrem nos nossos processos biológicos naturalmente, geram como subproduto de suas reações os chamados radicais livres. Os radicais livres são moléculas, instáveis e altamente reativas que podem se acumular dentro do corpo e causar danos às células, proteínas e estruturas de DNA. Este quadro piora com o decorrer do tempo, ou seja, quanto mais velhos ficarmos maior a frequência deste processo e, consequentemente, maiores as chances de gerar doenças pelo mesmo, como por exemplo câncer.

     

     Conforme dito no post sobre Alzheimer, estas propriedades da Cannabis, de certa forma, protegem o cérebro, podendo ir muito mais além. A enormidade de benefícios provenientes desta característica contempla a prevenção de inúmeras enfermidades originárias dos danos causados pelos radicais. Inclusive, hoje em dia já temos loções para a pele que podem auxiliar a reparar os danos causados pelos mesmos, combatendo radicais que podem ser formados pelos raios UV (luz do sol) e poluentes ambientais (existem inúmeras formas de se gerar radicais livres).




    Estudos mostram que a capacidade antioxidante dos canabinóides – especificamente o tetrahydrocannabinol (THC) e cannabidiol (CBD) - chega a ser de 30-50% mais eficaz que as vitaminas C e E, estes testes foram feitos em células isoladas. No ano de 2000, resultados similares foram apresentados, porém os testes foram feitos utilizando modelos animais (ratos), mostrando o potencial da planta nesta questão. Essa capacidade da Cannabis, junto a incoerência apresentada pelo DEA (Drug Enforcement Administration), gerou o movimento “Talk to the Hand”, onde vários defensores da maconha medicinal postaram fotos de suas mãos com o número da patente “6,630,507” em suas redes sociais. O intuito deste movimento foi ressaltar a contradição do governo americano ao tentar manter a Cannabis na lista das substâncias controladas, que tem o intuito de listar substâncias perigosas e viciantes, sem nenhum valor medicinal agregado, sendo que a patente citada, foi publicada em 2003, dizendo totalmente o contrário, ou seja, em menos de 15 anos o mesmo governo que defendeu as propriedades medicinais da planta em forma de patente, também tentou mantê-la em uma lista de “drogas” proibidas.


    Julio de Almeida

     

    Químico em formação, curioso e estudante de Cannabis.

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    Benefícios dos vaporizadores serão testados em pacientes

    Que os vaporizadores são uma opção mais saudável para consumir cannabis, reduzindo consideravelmente os danos relacionados ao pulmão, por conta do seu método que não contém combustão, já é uma informação conhecida, e que vem popularizando cada vez mais os vaps, com cada vez mais modelos no mercado, e mais gente aderindo a essa ferramenta cada vez mais discreta.

     

    E no estado de Maryland, nos Estados Unidos, que já tem 14 produtores de cannabis, 12 processadores e seis dispensários licenciados para finalmente dar início às vendas para uso medicinal já no início de dezembro, após anos desde que a legislação foi aprovada no estado, duas empresas locais vão realizar estudos sobre o uso do óleo da planta com vaporizadores nos pacientes em tratamento.

     

    A pesquisa foi anunciada pelo próprio departamento de saúde do estado americano, e o objetivo é avaliar os resultados benéficos da vaporização nos pacientes, que poderão receber prescrição não só de médicos, mas de enfermeiros, dentistas, parteiras, entre outras áreas aptas a receitarem a cannabis.


    Guilherme Darros

     

    Jornalista, e produtor de conteúdo canábico.

    Lutando pela legalização em meio à muita fumaça e brisadas.


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    A Cannabis pode ser uma solução para o mal de Parkinson?

    A Doença de Parkinson é uma doença degenerativa que afeta o sistema nervoso central através da destruição das células produtoras de dopamina em uma determinada região do cérebro (conhecida como “substantia nigra”). No início da doença percebe-se alteração das funções motoras, com o passar do tempo, o progresso da doença pode vir a causar demência e depressão. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) temos cerca de 1% da população mundial com idade superior a 65 anos com Parkinson. Aqui no Brasil, estima-se que 200 mil pessoas sofram com a doença.




    Um remédio amplamente conhecido para o tratamento desta enfermidade é o Levodopa (L-dopa), este auxilia no aumento de dopamina no cérebro, porém com longos períodos de utilização pode-se levar a discinesia, a discinesia da Levodopa, além da distonia (contração sustentada dos músculos que resultam em uma posição não natural) e atetose (movimentos involuntários anormais e lentos). Não é novidade para nós que remédios sintetizados possuem efeitos colaterais, estes efeitos sempre estão presentes em suas bulas. É de suma importância procurar meios alternativos, a ciência progride e os tratamentos tem que seguir o mesmo caminho. Não é porque não temos a cura para o Parkinson que temos que deixar as coisas estagnadas, laboratórios alternativos – no sentido de fugirem das linhas de pesquisas da indústria farmacêutica – buscam outras formas de tratamento, a Cannabis pode ser um deles.




    Um estudo publicado em 2002, pela “Movement Disorders” relata que os sintomas causados pela discinesia podem ser reduzidos quando os receptores de canabinóides são ativados no nosso sistema endocanabinóide. Eles testaram a hipótese de que o receptor agonista “nabilone” aliviaria a discinesia induzida pelo Levodopa. Além disso, um estudo publicado em 2014 pela “Clinical Neuropharmacology” diz que os pacientes tiveram uma diminuição significativa dos tremores, rigidez e movimentos lentos após o consumo de Cannabis. Outro fator que sumariza o potencial da cannabis como tratamento para o Parkinson seria a capacidade neuroprotetiva descrita nos posts anteriores, evitando assim a destruição das células do sistema nervoso. Outro estudo, feito dentro de casa, na USP, foi publicado no “Journal of Psychopharmacology” também em 2014. Neste estudo 21 pessoas diagnosticadas com Doença de Parkinson foram divididas em 3 grupos, um recebeu placebo, outro recebeu dose de 75 mg/dia de CBD (Canabidiol) e o último recebeu doses de 300 mg/dia de CBD. Após seis semanas foram feitas novas avaliações, e os dois grupos que receberam CBD relataram melhoria na sua qualidade de vida, suas famílias confirmaram tal relato. Importante ressaltar que o estudo foi duplo-cego, ou seja, nem os pacientes nem os profissionais que os acompanharam sabiam a qual grupo o paciente estava.


    Julio de Almeida

     

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    Vaporizadores permitem consumo mais saudável da cannabis

    Para quem usa cannabis cotidianamente, e há um bom tempo, pode parecer difícil pensar em deixar de lado a clássica seda, e optar por outro método de consumo da planta. Além de não conseguir abandonar o tradicional “ritual” de dichavar e bolar o baseado, muitos ainda acreditam no mito de que vaporizadores não dão a mesma brisa, ou até mesmo que se perde THC ao fumar em bongs, por conta da filtragem através da água.



    Entretanto vem crescendo o número de usuários que estão optando por maneiras mais saudáveis para consumir cannabis, e os vaporizadores vem ganhando a preferência da galera por sua discrição, mas principalmente por ser uma das maneiras menos prejudiciais para a saúde, já que não há combustão. Segundo estudos, os vaps são capazes de reduzir em até 60% os danos para o pulmão, já que a erva é vaporizada. Além disso, eles disfarçam a famosa “marofa”, e é possível fumar de forma rápida, e guardar ele novamente no bolso.




    E por incrível que pareça, os vaps liberam a mesma , ou até mais quantidade de THC. A brisa só é diferente por uma questão química, já que não é somente o Tetraidrocanabinol que está presente numa tragada, mas todas as substâncias que compõem a planta. Os cientistas explicam a diferença comparando vodka e tequila, ou cerveja e vinho, que embora tenham em comum o álcool, produzem efeitos distintos. No caso dos vaps não só os efeitos são outros, mas principalmente os danos, que são muito menores.

     

    Guilherme Darros

     

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    Comissão do Senado debateu cultivo para consumo próprio

    Aos poucos, a discussão sobre uma nova legislação para lidar com a planta no Brasil vai ganhando espaço na pauta política. Nessa semana, no dia 26 de outubro, a Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado, realizou uma audiência pública para tratar a descriminalização do cultivo para uso próprio. O encontro ocorreu por iniciativa do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), atendendo sugestão legislativa protocolada por um cidadão através do portal E-cidadania.

     

    Entre os ativistas que estiveram representando os ativistas brasileiros, estava Cidinha Carvalho, da Associação de Cannabis Medicinal (Cultive), e a primeira a mãe a conquistar na Justiça o direito de cultivar cannabis para tratamento de sua filha, que sofre da Síndrome de Dravet. Ela defendeu o acesso às demais famílias que não têm condições de exportar os medicamentos fabricados no exterior e também querem cultivar. Já o pedagogo e coordenador da Rede Urbana de Ações Socioculturais (Ruas), Max Maciel, defendeu o cultivo e a descriminalização como forma de solucionar diversos problemas sociais no país que são resultados da proibição, como o tráfico e a lotação do sistema prisional.



    Depois de muito debate, ficou claro que os senadores são simpáticos à ideia de facilitar o acesso medicinal à planta, porém adotam um posicionamento retrógrado quando o assunto é seu uso recreativo, não percebendo os avanços nos países que já regularizaram  e estão colhendo resultados positivos economicamente, socialmente, e também medicinalmente. Na enquete sobre a proposta, o sim pela descriminalização está vencendo com quase 125 mil votos, contra 13 mil.


    Guilherme Darros

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    fumaça e brisadas.




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    Uruguai aumenta THC da cannabis vendida nas farmácias

    Após algumas reclamações dos consumidores sobre o baixo teor de THC encontrado nas primeiras variedades disponíveis nas farmácias, o governo Uruguaio, através do Instituto de Regulação e Controle da Cannabis (IRCCA), já disponibilizou mais duas opções de cannabis para a venda, que chegam agora a até 9% de THC e um mínimo de 3% de CBD, valores maiores do que encontrados na Beta e na Alfa anteriormente, inclusive com atraso para entrega, pois as embalagens tiveram que ser alteradas, já que as flores saíram mais potentes do que o esperado.



     

    Nomeadas como Beta II M e Alfa II M, sendo que a primeira é uma planta híbrida predominantemente sativa, enquanto a Alfa II é uma Índica, também híbrida, elas totalizam quatro opções diferentes para os usuários registrados, que podem comprar até 40 gramas por mês, sendo 10g por semana, podendo escolher entre 5 de cada variedade, ou apenas uma. Além disso, as novas flores marcam a entrada da Symbiosis, uma das empresas vencedoras do processo licitatório, na produção e fornecimento. Ela tem como um dos seus sócios, o engenheiro agrônomo Eduardo Blasina, que criou o Museu da Cannabis de Montevidéu.


    O que se percebe, é que o nosso país vizinho, do admirado Mujica que liderou essa mudança, está tratando o tema de forma “muy tranquila”, e aprendendo a lidar

    com ele. Segundo reportagem do jornal El País, após cerca de 20 dias em que as farmácias estiveram sem cannabis para venda, dessa vez elas puderam receber um carregamento maior de 4kg, e não apenas de 2kg, como foi na outra oportunidade, ocasionando falta do produto, o que demonstra o bom senso do governo para solucionar os problemas de uma legislação totalmente nova.


    Guilherme Darros

     

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    A invasão da Cannabis na pauta da mídia

    Não é de hoje que a mídia tradicional tem dado cada vez mais espaço para o debate sobre novas políticas para se lidar com a Cannabis no país. Embora no passado houvesse uma visão retrógrada sobre o tema na imprensa, hoje é possível ver reportagens positivas sobre a cannabis, e seus benefícios econômicos, sociais e medicinais nos principais veículos de comunicação do país, fazendo com que deixe de ser um tabu.




    A revista Superinteressante foi uma das primeiras a abordar o tema com maior ênfase, dedicando seis edições com a erva como principal pauta, estampada na capa, incluindo uma edição especial com mais de 90 páginas bem boladas sobre o tema, conforme este que vos escreve pôde analisar no seu trabalho de conclusão em jornalismo, que foi justamente sobre a relação entre a cannabis e a mídia. Recentemente, o Fantástico já falou sobre, assim como o programa Profissão Repórter, Conversa com Bial, a revista Época, a National Geographic, e até mesmo a Glória Maria ficou muito doida em rede nacional após fumar com rastafáris na Jamaica, além é claro, dos veículos de mídia canábica que mais do que informar, ainda fazem um ativismo importantíssimo em prol da planta.

     

    Nessa semana, a Folha de São Paulo lançou mais uma reportagem especial sobre o mercado canábico, já que a planta tinha ilustrado as páginas da revista no mês de julho. Dessa vez, rolou a cobertura do Maratona Ignition, que foi voltado para debates sobre o empreendedorismo que envolve a planta, inclusive com palestra do idealizador da Ultra 420, Alexandre Perroud, que pôde falar para o público sobre todo o mercado legal que só cresce, e merece uma atenção da mídia para que o debate avance ainda mais. A matéria completa pode ser conferida no link:




    Guilherme Darros

     

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    Dia da Consciência Negra e a racista proibição

    Nesta segunda-feira, 20 de novembro, lembramos mais um Dia da Consciência Negra no Brasil, uma data que serve para refletirmos sobre o racismo ainda presente na nossa sociedade, embora muitas vezes ele seja velado, muito semelhante ao que aconteceu por volta do século XVI e XVII, quando ainda éramos uma Colônia, e os primeiros escravos africanos para cá eram trazidos, e junto com eles teria vindo a diamba, bangue, pito de pango, ou mais popularmente hoje em dia, a maconha.

     

    Afinal, segundo o historiador Jean Marcel Carvalho França, autor do livro A História da Maconha no Brasil, eram os escravos que conheciam e admiravam os efeitos relaxantes da planta, especialmente após horas de trabalho exaustivo no campo, em meio a xingamentos e chicotadas. Não é para menos, afinal, a cannabis deve ter sido fundamental para aguentar tanta humilhação, o problema é que justamente por ser utilizada pelos escravos, é que a cannabis passou a ser vista como maus olhos pelos portugueses, que achavam que a planta deixava eles mais preguiçosos e violentos, e com isso passaram a proibir a cannabis gradativamente após histórias um tanto quanto exageradas sobre seu uso, numa clara demonstração de preconceito com os usuários, e especialmente com os negros.




    Dessa época até agora muita coisa mudou, e a maconha que nunca foi um hábito exclusivo dos negros se disseminou cada vez mais como era esperado, e hoje já é vista com outros olhos por parte do mundo. O que parece nunca ter mudado aqui no Brasil é o racismo que permeia a proibição, encarcerando negros em massa, muitas vezes meros usuários enquadrados como traficantes, além de todo o abuso policial sofrido diariamente por quem simplesmente tem a pele escura, o que mostra que o 20 de novembro ainda é uma data de resistência.


    Guilherme Darros

     

    Jornalista, e produtor de conteúdo canábico.

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    Bancos e cannabis caminham em lados opostos

    Embora tenham adotado modelos distintos para regularizar a cannabis, Estados Unidos e Uruguai tem enfrentado um problema em comum sobre o assunto: os bancos, que em ambos os países não querem se envolver nos negócios relacionados à planta, dificultando a vida de dispensários americanos e das farmácias uruguaias, que buscam soluções junto às autoridades para solucionar o entrave.

     

    O que acontece é que as instituições financeiras adotam normas internacionais, que acabam por proibir transações relacionadas à drogas, mesmo que seja maconha, e ela seja permitida nestes países. Até mesmo na terra do Tio Sam, onde o liberalismo econômico costuma ser soberano, as empresas de cannabis estão discutindo junto aos seus estados, a criação de bancos públicos para lidar com o dinheiro proveniente da produção e da venda  de cannabis, já que os bancos privados estão se recusando a entrar no negócio, mesmo movimentando bilhões.

     


    Segundo o The Cannabist,  Los Angeles, Oakland, Filadélfia, Arizona e Maryland, que deve iniciar a comercialização de cannabis medicinal nos próximos dias, já estão debatendo a ideia, que pode demorar anos para sair do papel, já que por lá só existe um banco estatal em funcionamento, enquanto no Uruguai, onde instituições financeiras até fecharam as contas de algumas farmácias, se discute uma nova regulação controlada pelo governo, já que é ele que fornece a cannabis. Porém até tudo se resolver, bancos e cannabis parece que permanecerão em lados opostos da história.


    Guilherme Darros

     

    Jornalista, e produtor de conteúdo canábico.

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    Os efeitos da política de Guerra às Drogas americana

    Recentemente, a revista High Times publicou dois textos distintos, mas que levam ao mesmo ponto de discussão: a culpa que o governo americano tem nas legislações vigentes em outros países em relação às drogas, no caso da matéria o Japão, que tem um sistema muito rígido, e como eles acabaram por legalizar drogas pesadas, e proibiram leves, como a maconha.




    E na verdade, a Guerra às Drogas que vemos diariamente no Brasil, ainda faz parte de uma política global de drogas, criada pelos Estados Unidos, na época do então presidente Richard Nixon, e se tornando mais combativa com Ronald Reagan, inclusive com sua esposa liderando a campanha Just Say No, tentando convencer o mundo, e especialmente a América Latina, de que a maconha era um mau a ser combatido, e era possível erradicar as drogas do mundo. Mais do que isso, neste período drogas farmacêuticas foram legalizadas e se popularizaram de uma maneira que hoje percebemos ao andar em qualquer grande cidade e ver o número de farmácias, e tudo sem nenhum controle sobre o crescimento da indústria, assim como o tabaco e o álcool.


    Hoje vemos o fracasso total dessa política, e a legalização acontecendo em diversos estados americanos, assim como o MDMA, uma substância proibida, vem ganhando espaço nos laboratórios no tratamento de veteranos de guerra que sofrem de Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT). O mundo está revendo seus conceitos, e já passou da hora dos países que seguiram aqueles passos mudarem também.


    Guilherme Darros

     

    Jornalista, e produtor de conteúdo canábico.

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    A Cultura canábica no Uruguai e a Expocannabis 2017

    A primeira coisa que passa pela cabeça ao dar uma volta ao centro velho de Montevideo é sobre como nós brasileiros podemos estar tão perto geograficamente do Uruguai, mas ao mesmo tempo, tão distantes em termos ideológicos. Isso também não quer dizer que a terra onde Pepe Mojica foi presidente é composta por um ideal social que contempla totalmente o dele.


    O Jornal VOCES de 7 de dezembro de 2017 traz como matéria de capa o questionamento sobre a Cannabis livre e o narcotráfico. Algumas opiniões ali contidas se dirigiam ao Estado como o traficante de cannabis aos alunos que fumam seus baseados logo pela manhã, antes de entrar na escola, e outras, reclamavam sobre o cheiro comum da planta nas ruas do Uruguai como uma forma de invasão à liberdade dos transeuntes de respirar ar puro. (Reflito comigo, sobre o que pensariam se soubessem que a poluição de São Paulo equivale a fumar cinco cigarros de tabaco por dia, quando se vive em espaços com grandes fluxos de veículos?).


    De certo, o tráfico ainda não acabou mesmo com a erva sendo legal. Nem é preciso acabar de ler este jornal. Pois, como a compra e a venda só é permitida para os cidadãos uruguaios, não é difícil saber que é possível encontrar o “prensado” paraguaio no mercado paralelo para turistas.



    Aliás, no Museu da Cannabis de Montevideo esse era o debate com os curadores. Segundo um deles, este é o grande paradigma da estatização. Mas por outro lado, é fácil constatar que como a plnata não pode ser livremente vendida ela é facilmente compartilhada. As amizades instantâneas se  formam neste Museu, que demonstra os usos industriais e culturais da cannabis, deixam claro que informação, resistência contra os ideais colonizadores e conscientização política fazem parte da cultura cannabica do  Uruguai.  O perfume das plantas, os mates e a simpatia de toda equipe do lugar criam uma atmosfera, que de tão prazerosa, era difícil se despedir.


    Cabe lembrar que o Museu da Cannabis, tem uma parte que homenageia a Alicia Castillo, ativista que teve forte influência na política sobre a erva no Uruguai, e orgulhosamente, me lembro que ela já vendeu seus livros “Cultura Cannabis” na Ultra420, quando morou no Rio de Janeiro, na primeira década do ano dois mil.


    Ainda no Museu, a partir da distribuição da revista de bolso Guia Cannabis se podia ter as referências da 4º Expocananabis, exposição que ocorreu nos dias oito, nove e dez de dezembro de 2017. Toda a programação de palestras e atividades estavam agendadas na revista.


    O evento, realizado no LATU, Laboratório Tecnológico do Uruguai é a prova de como a cultura cannabica uruguaia está amadurecendo com conhecimento e ciência, acima de tudo. A Expocannabis, se faz um acontecimento que deslegitima a visão conservadora que estigmatiza o usuário de cannabis e despreza toda a ciência que existe em torno desta planta de grande potência para o uso medicinal, industrial e recreativo. Logo na entrada, dezenas de pés com buds brotando recepcionavam os visitantes. Ao lado havia uma clínica médica, onde era possível o acesso à consulta sobre os tratamentos adequados com a medicina cannabica.




    Num ambiente de maioria masculina, onde o idioma prevalecente era o português, o dia de sol, céu aberto, música ao vivo e diversas degustações em diferentes parafernálias, era nítida a satisfação e a conexão entre os participantes que ostentavam seus grandes copos verdes com o logo da exposição.  Prudentemente, a cerveja só podia ser vendida depois das dezessete horas e era evidente no dia, que o stand de crepes, extração de óleo e o de bancos de sementes como a SensiSeeds eram os mais lotados.


    Havia uma satisfação grande entre os membros dos clubes cannabicos, pois como é permitido apenas plantar seis pés, os uruguaios fazem associações e parcerias com várias produções diferentes, quando não possuem a licença para adquirir em farmácias especializadas. Cabe também lembrar, que segundo os expositores, a Expocannabis do ano passado não tinha esta variedade de degustações, pois a produção apenas estava no começo, ao contrário desta última.


       


    A exposição destacava vários produtos para cultivo, sementes, métodos de extração de óleo e algumas roupas de cânhamo. Mas como ainda não há uma vasta produção de matéria prima para o uso têxtil, por exemplo, as diversas opções de mix de tecidos de cânhamo com outras fibras apresentadas eram apenas do mostruário que o espaço do Museu da Cannabis na exposição, demonstrava. O que faz lembrar do mesmo mostruário usado para o desenvolvimento da linha de roupas de cânhamo da Ultra 420 nos anos noventa. Na época, se importava o tecido elaborado com as fibras da planta misturadas com fibras de linho. E mós desenvolvíamos linhas de saias e calças, em produção contínua, até a disparada do dólar e os altos impostos inviabilizarem as importações. O que leva a contar a economia brasileira como mais um entrave ao desenvolvimento do mercado da cultura cannabica no Brasil, para além do conservadorismo e da ignorância das mentalidades dos representantes políticos brasileiros.


    Embora haja uma cultura cannabica forte no Uruguai, a política do país em torno do tema não tem prioridade mercadológica, não há várias head shpos como em Amsterdam, as farmácias autorizadas tem comunicação discreta, onde as folhinhas não são chamativas.


    O cheiro de Cannabis de boa qualidade que vinha das escadarias da Intendencia de Montevideo, sede principal do XXXI Congresso ALAS da Associação Latino Americana de Sociologia, que acontecia na mesma época da Expocannabis, era desprezado pela enorme quantidade de professores, alunos e pesquisadores (visivelmente bem emancipados sobre esta questão) que iam lotando o auditório do espaço para assistir palestra de fechamento do evento com ex presidente do Uruguai e responsável pela estatização da erva, Pepe Mujica, cujo o qual, cabe aqui se apropriar de sua frase de destaque na palestra: - Que se dane a imposição do mercado, o que importa são as pessoas felizes!


    E em Montevideo, sem ver crianças pedindo esmolas, sem nenhum sinal de pobreza extrema, sem viciados em crack perambulando pelas ruas, com escolas públicas bem cuidadas e de qualidade, onde a liberdade individual é respeitada e o vinho de excelente qualidade e com bom preço – certamente,  se faz possível enxergar o Uruguai como um país onde os seus cidadãos parecem ser bem mais felizes que nós, brasileiros.

     


    Claudia Ferraz

     

    Co-fundadora da Ultra420, mestre em Antropologia, doutoranda em Ciências Políticas pela PUC-SP. Membro do Grupo de Estudos inscrito no CNPQ: Juvenália - Culturas Juvenis: Comunicação, Imagem, Política e Consumo, do Programa de Pós Graduação da Faculdade ESPM.





    Matérias
    Chile pode ter escolhido o retrocesso nas urnas

    O Chile, país que atualmente detém a maior plantação de cannabis medicinal da América Latina, com mais de 6 mil pés da planta que estão sendo dedicados à pacientes, através de uma nova política da atual presidenta Michele Bachelet, pode ter dado um passo rumo ao retrocesso durante as eleições presidenciais ao escolher o conservador Sebastián Piñero que já foi presidente do país.

    Ao contrário de Bachelet, Piñero já se manifestou contrário a legalização da cannabis no país em diversas entrevistas nos últimos anos, e durante a campanha eleitoral, ao ser questionado sobre o uso medicinal da planta, ele disse que não havia nenhuma prova dos benefícios da maconha, além de expressar uma postura proibicionista também sobre o casamento homossexual, e o aborto. Porém, há fotos dele fumando um tabaquinho né?!



    Vale lembrar que o Chile sedia a ExpoWeed e é um país que possui uma forte cultura de cultivadores, mesmo perante à uma legislação que ainda não é legal, e a escolha de Piñero e não o candidato apoiado pela atual presidenta pode trazer problemas para os consumidores, e também quem necessita da planta para tratamento medicinal.


    Guilherme Darros

     

    Jornalista, E Produtor De Conteúdo Canábico.

    Lutando Pela Legalização Em Meio À Muita Fumaça E Brisadas.





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    Mais do que garantir na lei, é preciso garantir acesso

    Estar no Uruguai justamente quando teve início a venda do primeiro medicamento oficial à base de cannabis nas farmácias do país ampliou ainda mais minha convicção de que somente alterações nas leis não bastam se não houver garantia de acesso da população a esses medicamentos, de forma gratuita inclusive.

     

    O Epifractán, nome do extrato produzido pela Medicplast, e que contém 2% de CBD puro está sendo vendido por 2.170 pesos uruguaios, algo em torno de R$ 260,00 reais, por um frasco de apenas de 10ml. A principal crítica, além é claro do preço, que se torna insustentável para qualquer paciente, é de que a dose é muito baixa, e só seria benéfica para crianças, e não para adultos.




    Ou seja, mesmo com a lei permitindo o uso medicinal, ele se torna inacessível legalmente para a maioria das pessoas que necessitam, e que vão continuar adquirindo medicamentos que não são fiscalizados pelo governo, mas possuem valores menores, ou são até mesmo doados, como o El Aceite Del Pepe, que já foi parar na justiça depois de viralizar em terras uruguaias sem autorização do estado.  Resta saber como vai ser o acesso no Piauí.


    Guilherme Darros

     

    Jornalista, e produtor de conteúdo canábico.

    Lutando pela legalização em meio à muita fumaça e brisadas.




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    Uma visita ao Museu da Cannabis de Montevidéu

    Em mais uma visita ao Uruguai, nessa oportunidade fui finalmente conhecer o Museo Del Cannabis de Montevideo (MCM), o único da América Latina dedicado à planta, e inaugurado em 2016. No casarão antigo, localizado no coração da capital uruguaia, e frequentado no passado por Eduardo Matteo, um dos maiores nomes da música do país, fui recebido pelo idealizador do museu, o engenheiro agrônomo Eduardo Blasina que guiou o visita.



    Divididos pelo seu uso, seja medicinal, recreativo, ou industrial, os objetos, ferramentas, livros, documentos, comestíveis, e até mesmo o primeiro remédio oficial do governo uruguaio à base de cannabis, que Blasina estava colocando no museu justamente neste dia, já que ele recém havia chego às farmácias do país, com fortes críticas ao seu preço, vão contando a história da planta.  Além disso, no museu há um jardim com diversos pés de cannabis, e outras espécies como café, erva-mate, e plantas alucinógenas, que é cenário do lounge do local.


    Segundo Blasina, o museu está ficando cada vez mais conhecido e frequentado pelos turistas, especialmente os brasileiros que estão indo ao país por sua proximidade, mas também por querer ver de perto a regulação da planta no país e conhecer sua história. A entrada custa $ 200 pesos, algo em torno de R$ 20 reais, e funciona de terça-feira a domingo.

    Guilherme Darros

     

    Jornalista, e produtor de conteúdo canábico.

    Lutando pela legalização em meio à muita fumaça e brisadas.





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    Um Linkedin da indústria canábica

    A indústria da cannabis não para de crescer nos lugares onde ela já está legalizada, seja para uso medicinal ou recreativo, pois além de movimentar milhões de dólares nos Estados Unidos, por exemplo, ela também é responsável por gerar diversas vagas de emprego. De cultivador à budtender, sem falar nas funções mais técnicas, que são necessários em qualquer grande empresa, o que não é diferente com os negócios relacionados à maconha.

     

    Já são mais de 150 mil empregos diretos segundo a Forbes, e a expectativa é que até 2020 sejam muito mais. E foi justamente pensando em toda essa demanda da indústria, e consequentemente necessidade de mão de obra, que a jovem americana Karson Humiston criou o Vangsters, que funciona como uma espécie de Linkedin específico para o mercado da cannabis, reunindo perfis de candidatos, muitos deles inclusive sem experiência, e empresas que buscam novos talentos na área.




    O site já envolve diversas empresas, e são elas que pagam uma mensalidade para utilizar a plataforma, não os candidatos, que podem se cadastrar gratuitamente. Além disso, o site toma muito cuidado com a diversidade na indústria, buscando sempre a inclusão de mulheres, negros, latinos, e outras minorias que muitas vezes enfrentam dificuldades para encontrar vagas no mercado de trabalho. Esse é só mais um exemplo de como um mercado legal pode inclusive contribuir para diminuir o desemprego no país, e impulsionar a economia.


    Guilherme Darros

     

    Jornalista, e produtor de conteúdo canábico.

    Lutando pela legalização em meio à muita fumaça e brisadas.



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    Por uma indústria canábica livre de preconceitos

    A maconha sempre foi vista com muito preconceito pela sociedade, que também está repleta de outros tabus que são ainda mais visíveis no mercado de trabalho. Afinal, mulheres continuam ganhando menos do que os homens, negros ainda são vistos com raridade em cargos de chefia e de destaque, e homossexuais convivem diariamente com piadas sobre sua sexualidade em ambientes com predominância masculina.  

     

    A indústria canábica, que está tendo seu primeiro boom, e trazendo consigo muitos jovens dispostos a empreender no ramo, mas também muitos outros se qualificando para ocupar os diversos espaços de trabalho que o mercado da planta já começa a exigir, pode e deve lutar para mudar essa realidade dentro do mundo dos negócios, deixando um legado positivo para as futuras gerações. Até porque, embora a gente saiba que aconteça, não faz nenhum sentido que alguém que consome, e trabalha com algo que foi proibido por preconceito ao longo dos últimos anos, continue reproduzindo preconceitos tão retrógrados.


    A presença das mulheres, representando quase 40% do mercado, já vem chamando a atenção de maneira positiva, enquanto alguns programas visam a inserção maior de imigrantes latinos e negros nas vagas em aberto. É possível uma indústria canábica igualitária e responsável, que quebre não somente os paradigmas referentes à planta, mas também do mundo corporativista.


    Guilherme Darros

     

    Jornalista, e produtor de conteúdo canábico.

     

    Lutando pela legalização em meio à muita fumaça e brisadas.




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