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    O que muda com a nova política de drogas?

    O anúncio feito recentemente pelo Governo Federal de uma nova política norteadora para a temática das drogas no Brasil pegou profissionais como psicólogos, psiquiatras, e assistentes sociais de surpresa, além de juristas e defensores de uma nova legislação para lidar com o tema, mas que esperavam por um avanço, e não um retrocesso na questão.  Quer entender o que muda com a nova política de drogas?


    Bom, embora não seja uma lei, a Política Nacional Sobre Drogas  (PNAD) é um decreto que determina quais ações serão tomadas para diminuir o consumo de drogas no país, reunindo as competências de órgãos de segurança, saúde, e Judiciário. Até então, as diretrizes eram umas, datadas de 2002 eram bem diferentes das orientações e ações propostas agora.


    Nova política deixa legalização distante


    Uma possível descriminalização oficial da Cannabis, ou até mesmo uma regulamentação fica ainda mais distante com a nova PNAD. Isso porque o próprio decreto diz que vai seguir a opinião da população que já teria se manifestado contra a legalização, e reforça que o cultivo ou importação continuarão proibidos.  


    “A orientação central da Política Nacional sobre Drogas considera aspectos legais, culturais e científicos, especialmente, a posição majoritariamente contrária da população brasileira quanto às iniciativas de legalização de drogas.” diz o novo decreto.


    O fim da redução de danos


    Um dos principais pontos que preocupou especialistas da área da saúde e da assistência social da nova política de drogas é a substituição da redução de danos,  que tem se mostrado eficaz e cada vez mais ampliada em diversos países do mundo. No seu lugar entra uma diretriz de abstinência, ou seja: não haverá uma redução gradual no consumo de um dependente de Crack ou um diálogo para que ele diminua as doses, como acontece em Portugal por exemplo.



    A política direciona para que esse dependente tenha uma total abstinência da substância, e preferencialmente que seu tratamento seja em entidades privadas ou nas famosas comunidades terapêuticas que receberão investimento público para isso conforme diz o próprio decreto: “Estimular e apoiar, inclusive financeiramente, o trabalho de comunidades terapêuticas, de adesão e permanência voluntárias pelo acolhido, de caráter residencial e transitório, inclusive entidades que as congreguem ou as representem. Estimular e apoiar, inclusive financeiramente, o aprimoramento, o desenvolvimento e a estruturação física e funcional das Comunidades Terapêuticas e de outras entidades de tratamento, acolhimento, recuperação, apoio e mútua ajuda, reinserção social, de prevenção e de capacitação continuada”. 



    Critérios para distinção entre usuários e traficantes segue igual


    Mais uma vez, traficantes e usuários serão diferenciados levando em conta diferentes fatores que podem muitas vezes ser interpretados conforme o que a autoridade quiser na hora de um flagrante. Ou seja, como a lei não determina uma quantidade certa de posse de droga para diferenciar os dois, a tendência é que mais uma vez moradores de periferia terão tratamento diferente de moradores de bairros nobres, mesmo que ambos sejam usuários. 



    Isso ocorre justamente pelas características que tanto a lei, quanto o decreto determinam: “As diferenças entre o usuário, o dependente e o traficante de drogas e tratá-los de forma diferenciada, considerada a natureza, a quantidade da substância apreendida, o local e as condições em que se desenvolveu a ação de apreensão, as circunstâncias sociais e pessoais e a conduta e os antecedentes do agente, considerados obrigatoriamente em conjunto pelos agentes públicos incumbidos dessa tarefa, de acordo com a legislação”.

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    Ultra420 e Rappi se unem para te salvar

    Música rolando, amigos reunidos e todos prontos para aquela session tão aguardada. Mas na hora de começar a “bolação” ninguém tem seda ou um lugar perto para comprar. Isso seria um problemão, não fosse mais essa novidade da Ultra420.


    Afinal, a primeira headhshop do Brasil está comemorando 25 anos e quem ganha são os nossos clientes e amigos. Isso porque além de desenvolver produtos inovadores para o mercado e um novo site para celebrar essa história, a Ultra420 agora inicia uma parceria inédita com o aplicativo de delivery Rappi para fazer entrega dos seus produtos em São Paulo capital e Campinas.


    O Rappi entrega praticamente tudo. Comida para larica, bebidas, presentes, e agora bongs, sedas, pipes, dichavadores, e vários produtos exclusivos que a Ultra420 tem a oferecer pra te salvar. Basta consultar a disponibilidade e abrangência, no app Rappi.


    Para utilizar esse serviço, baixe gratuitamente o app na AppStore e ou PlayStore e procure a opção Headshop dentro do próprio Rappi. Faça o pedido e aguarde a experiência chegar. 

     

    Ultra420 e Rappi, experiências na velocidade da luz!






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    Cannabis nos esportes: o uso por atletas e o "doping"

    Desde que os Estados Unidos, e outros países mudaram suas leis sobre a Cannabis, o assunto tem deixado de ser um tabu e isso fez com que diferentes personalidades e até mesmo grupos sociais começassem a sair do armário assumindo seu gosto pela erva, ou simplesmente defendendo ela como uma droga bem menos perigosa do que algumas outras liberadas por aí. Um exemplo é a presença cada vez maior da Cannabis nos esportes. 


    Se em um passado não tão distante, o maior medalhista olímpico da história, o americano Michael Phelps foi criticado e punido pelo uso da planta, assim como o brasileiro ex-jogador de vôlei, Giba, hoje em dia ela já é uma realidade praticamente legal para lutadores de MMA, e tem se tornado comum também por atletas da NBA e da NFL, segundo o blog da Royal Queen Seeds, embora ela ainda seja tratada como “doping” passível de punição. 


    Qual o motivo de atletas usarem Cannabis?


    Muitas pessoas, especialmente àquelas que não fazem uso tão frequente da planta, se perguntam o que leva alguém a dar uns "tapas" antes de praticar uma atividade física, ou um jogo importante assistido pelo mundo todo por exemplo. Esse pensamento ocorre pelas pessoas ligarem a Cannabis a efeitos relaxantes, porém sabemos que ela pode ajudar de outras formas também. 


    Assim como um café pode deixar um atleta mais atento e concentrado, a Cannabis pode deixar outro igualmente assim. Porém, o mais comum é que os atletas façam uso da planta para fins medicinais mesmo, aliviando dores, especialmente nas articulações, algo comum em quem se movimenta muito e exige o mesmo tanto o seu corpo. 


    Tem quem admita usar a planta para dormir melhor antes ou depois de jogos, ou até mesmo para relaxar e ficar menos tenso antes de uma partida ou luta muito importante. Já o ex-jogador da NBA, Al Harrington, dizia ter encontrado na erva um analgésico que não tivesse efeitos colaterais fortes e prejudiciais iguais aos vendidos na indústria farmacêutica. 


    Ou seja, pelo visto ela pode ajudar os atletas de diferentes formas, o que vem fazendo com que alguns comitês também debatam o tema internamente para talvez num futuro próximo alterar as leis e tirar as punições à profissionais flagrados por uso.


    Qual a punição dos atletas que usam Cannabis?


    1.  NBA – Inscrição em um programa de tratamento, e testes mais regulares além de possível multa. Após três flagrantes o jogador é suspenso por cinco jogos.

    2. NFL – Os flagrados são submetidos a testes muito mais frequentes durante um período de 24 meses. Em casos recorrentes há suspensão e podem levar até o banimento da liga se passarem de três. 

    3. Surfe – Punição somente após o terceiro caso.


    4. Futebol – No Brasil é Punição em caso de flagra.

    5. Skate – O brasileiro Bob Burnquist lidera movimento para tirar a Cannabis das substâncias ilícitas do esporte.







    Guilherme Darros

    Jornalista, pesquisador, e produtor de conteúdo canábico

    Matérias
    20 de abril ou 4/20: O Dia Mundial da Erva

    O mês de Abril é especial para os apaixonados pela erva do mundo todo. Isso porque uma data específica os une nesta época do ano para celebrar a cultura canábica. É o dia 20 de Abril ou 4/20: o Dia Mundial da Erva, que se tornou 24 horas de muita fumaça e defesa da planta.


    Porém, entender a origem deste dia e principalmente destes números é essencial para qualquer apreciador dela. Afinal, o 4 e o 20 juntos são uma combinação que muitos não esquecem e fazem questão de lembrar, e inclusive esses números fazem parte do nome da nossa marca, a Ultra420. O motivo para tanta fama e o significado do dia mundial da erva é na verdade uma brisa daquelas que provavelmente você teria com seus amigos.

     

    4:20, a hora de fazer a cabeça

     

    Talvez você não tenha ouvido falar do dia 20 de abril como uma data relacionada à erva, mas o horário 4:20 é reconhecido até por quem não é usuário, de tão famoso que é. E é o horário que consequentemente dá origem ao dia também, e por isso é tão importante entender onde surgiu, pois possui diferentes versões.


    A história que se tornou aceita e conhecida como a verdadeira é de que um grupo de estudantes do ensino médio da Califórnia denominado “Waldos”, no início dos anos 70, após encontrar um lugar secreto para consumir a planta sem serem pegos, começou a frequentar o local cotidianamente às 4:20, ou 16h20 no Brasil. Logo,  4:20 se tornou um código e também um horário oficial para fazer a cabeça.


    A expressão se espalhou tão rapidamente com a ajuda do movimento hippie e hoje em dia 4:20 é a hora predileta e mais lembrada pelos apaixonados pela planta na hora de dar uns tapas em qualquer lugar do mundo. É quase uma sincronia na hora de soltar fumaça.



     

    20/4, o Dia Mundial da Erva

     

    Se já havia uma hora oficial para consumir cannabis, faltava um dia inteiro para celebrar ela e lutar pela sua descriminalização e pelos fim dos preconceitos com os usuários. E assim o 4:20 se tornou o 20 de abril, ou 20/4 que no calendário americano fica justamente 4/20, pois o mês vem antes. Nasceu então o Dia Mundial da Erva que hoje já é realidade no mundo todo.


    Neste dia, mais do que fumaça, coletivos, usuários, marcas, e ativistas se unem para ações especiais, como debates, palestras, sorteios, promoções, marchas e eventos para lembrar da planta.


    Agora que você já sabe a origem destes números e principalmente do dia 20 de abril, é bom preparar o kit e arrumar uma maneira de mostrar seu amor pela planta neste dia que já está chegando.





     


    Guilherme Darros

    Jornalista, pesquisador, e produtor de conteúdo canábico



    Matérias
    Por que o estado do Colorado se dá tão bem com a erva

    Pioneiro na regulamentação da cannabis para fins medicinais e recreativos adotando um dos modelos mais liberais em prática nos Estados Unidos e no mundo, e ainda por cima arrecadando muito em impostos por conta disso. Já parou para pensar por que será que o estado do Colorado se dá tão bem com a erva? 

    Afinal, ele é um dos principais cases de sucesso de como lidar com a planta, pois é um estado que se tornou um polo da indústria canábica, reunindo diversas empresas, agências especializadas, consultorias, e startups do ramo. Mais do que isso, o Colorado tem um sistema que parece agradar e recompensar tanto a iniciativa privada, quanto o governo local e sua população. A questão é qual o segredo para uma regulamentação funcionar tão bem. 


    Linha do tempo da planta no Colorado 


    Foi recentemente que o Colorado praticamente “legalizou” a planta ao adotar esse modelo que permite o cultivo e o comércio. Porém, há anos o estado vem adotando posturas mais brandas do que outros locais em relação à ela, o que mostra que sua relação se tornou cada vez mais amigável ao longo dos tempos como mostra essa linha do tempo. 


    Tomado pela onda hippie assim como boa parte dos Estados Unidos no final dos anos 60 e início dos anos 70, no estado do Colorado 67% dos estudantes eram favoráveis à legalização já em 1968, enquanto hippies também já cultivavam a sua própria erva. 


    Em 1975 o estado do Colorado já descriminaliza a posse para consumo pessoal. 


    Pacientes com Glaucoma e Câncer já poderiam ter acesso à cannabis medicinal no Colorado em 1979. Porém, como isso também dependia do governo federal foram anos sem sucesso da aplicação da lei que permitia que médicos prescrevessem medicamentos ou a própria planta. 


    Em 1996, após a regulamentação para uso medicinal na Califórnia, retoma-se o movimento para fazer o mesmo no colorado. Mas foi somente no ano 2000 que ele se tornou um dos primeiros estados a liberar o uso medicinal da erva para várias doenças. 


    Em 2006 e 2007, em consultas populares, a comunidade do Colorado já defendia que a cannabis não fosse prioridade para a polícia.


    Em 2010 acontece um boom de dispensários e de “pacientes” medicinais mesmo sem a total regulamentação destes espaços. 


    Em 2011 vários projetos de legalização e regulamentação do comércio, cultivo, e consumo da cannabis tanto para uso medicinal quanto recreativo já estavam sendo discutidas. Mas foi em 2012 que 65% da população do Colorado foi às urnas para legitimar essas mudanças nas leis. Vários partidos e políticos apoiaram a causa. 




    Portanto, desde 2012, qualquer pessoa maior de 21 anos pode comprar e portar até 28 gramas de ganja e cultivar até seis plantas em casa. Já turistas podem adquirir até 7 gramas. Existem vários dispensários autorizados por todo o estado que fazem esse comércio. 


    Em 2013 o The Denver Post, principal jornal da capital do Colorado colocou uma coluna e quase uma editoria inteira sobre cannabis, chefiada pelo jornalista Ricardo Baca que já foi história aqui na Ultra420



    A planta no Colorado hoje


    Hoje em dia, o Colorado vive uma relação só de amor com a cannabis. O estado tem ganhado muito economicamente e o dinheiro arrecadado com impostos do comércio da planta tem retornado em investimentos para os cidadãos, independentes se são consumidores ou não, se atuam nessa indústria ou não. Por lá, todos estão ganhando e só em 2018 a planta movimentou U$ 1,55 bilhão de dólares.


    Além disso, estima-se que a erva já empregue cerca de 27 mil pessoas formalmente em todo o estado, o que ajuda e muito na economia, pois como já falamos aqui, hoje em dia a indústria canábica necessita de profissionais de diversas áreas. O sucesso é tanto que segundo a coluna The Cannabist, do Denver Post, o estado estuda afrouxar a regulamentação e a taxação da indústria para que prospere cada vez mais.






    Guilherme Darros

    Jornalista e produtor de conteúdo canábico

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    Como a erva ajuda no tratamento de dores


    Que a Cannabis possui diversos efeitos medicinais praticamente todo mundo já está sabendo. Porém, entender como ela funciona no tratamento de algumas doenças e dores crônicas para ajustar a dosagem e tratar com eficiência esses problemas exige pesquisas que vão descobrindo cada vez mais como a planta atua no nosso corpo sem promover grandes mudanças nele.

    Isso quer dizer que a erva não possui grandes efeitos colaterais, ao contrário de alguns medicamentos, justamente por nosso corpo ter naturalmente o sistema endocanabinóide, que já foi assunto aqui no blog daUltra420 e nada mais é do que diversas células que possuem um encaixe perfeito para receber substâncias da planta e com isso promover alterações sutis no funcionamento de outras células e moléculas.

     

    Os diferentes tipos de dores


    Nem todas as dores são iguais. Existem dores provenientes de inflamações, as dores crônicas que costumam afetar de forma constante e cotidiana, as dores reumáticas em articulações e ossos, e também dores provenientes de doenças mais sérias, como câncer e outras, além das dores mais comuns como de barriga, de cabeça, etc. A verdade é que a planta pode ser muito eficaz para diversas delas, mas isso não quer dizer que fumar um prensado irá resolver todos os males. 


     



    Como o CBD e o THC agem nas dores?


    A cannabis é composta por diferentes substâncias, mas as mais abundantes são  THC e CBD. E ambas têm efeitos anti-inflamatórios potentes. No caso do THC, seus efeitos são impulsionados pela ativação de receptores nas células do sistema imunológico. Enquanto o CBD, pode conter esses mediadores que estão inflamando o corpo ajudando no processo anti-inflamatório.

    As duas substâncias conseguem agir de forma semelhante nas demais dores também, além de colaborarem para melhora da apetite e do humor de quem sofre com esses inconvenientes. O importante, segundo estudos, é buscar o equilíbrio entre o THC e o CBD para um tratamento eficaz. 





    Guilherme Darros

    Jornalista e produtor de conteúdo canábico

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    Como funcionam os coffeeshops de Amsterdam?


    Poucos lugares são tão famosos por sua relação com a planta quanto Amsterdam, capital da Holanda. E não é para menos, pois o país e sua principal cidade estão na vanguarda quando o assunto é consumo de cannabis descriminalizado por conta dos seus ainda mais famosos coffeeshops, onde turistas e moradores podem desfrutar da planta sem incômodo há décadas.


    O que pouca gente sabe é que para funcionar esses espaços transitam entre a legalidade e a ilegalidade, já que nem todo o processo até chegar no consumidor está de fato regulamentado. A policia holandesa ainda faz operações para prender cultivos de larga escala enquanto permite que milhares de pessoas consumam legalmente. Então, como funcionam os coffeshops de Amsterdam?

     

    A história e as regras para as coffeeshops


    Pode acreditar: a primeira coffeeshop de Amsterdam para venda e consumo de ganja surgiu lá em 1972, provavelmente muitos antes de muitos clientes da Ultra420 sonharem com Amsterdam como um pico a ser visitado, e talvez antes de muitos nascerem. Yellow Mellow foi pioneiro, e em 1975, a Bulldog abriu o seu coffeeshop e assim foram surgindo mais e mais enquanto as autoridades só observaram para ver se não iria dar confusão.


    Nenhum problema foi detectado e os coffeeshops não foram fechadas, mas apenas regulamentados e obrigados a cumprir certas normas para funcionarem. Algumas destas regras foram acrescentadas ao longo dos últimos anos, o que acabou até colaborando para reduzir o número de estabelecimentos na cidade. Mesmo assim, ainda é possível encontrar vários e vários lugares para curtir uma brisa de qualidade antes de conhecer uma cidade encantadora.




    As regras dos coffeeshops:


    •          Venda de até 5 gramas por pessoa.
    •          Somente para maiores de 18 anos.
    •          Sem publicidade externa.
    •          Sem venda de drogas além de Cannabis e Haxixe.
    •          Distância de escolas.
    •          Alguns locais não vendem para estrangeiros.

     

    O consumidor compra legal, as coffeeshops não

    O mais curioso da legislação holandesa é que as coffeeshops não são proibidas de comercializar a erva, porém elas não podem adquirir a planta ou até mesmo cultivar para depois revender. Ou seja, os estabelecimentos estão dentro da lei, ao mesmo tempo que estão no mercado paralelo comprando a planta que será vendida legalmente depois.


    Depois de anos dessa legislação sem sentido, a Holanda já está discutindo uma mudança para finalmente regularizar o cultivo e comércio da planta em larga escala visando atender legalmente a demanda dos coffeeshops no país. Agora criminalizar seu uso ou até mesmo seu cultivo nem parece passar pela cabeça das autoridades que já estão acostumadas a lidar com a onda verde. 






       

    Guilherme Darros

    Jornalista e produtor de conteúdo canábico

    Matérias
    Entenda a lei da Espanha para lidar com a planta

    Um dos destinos que tem sido muito procurado por amantes da planta é a Espanha, mais precisamente Barcelona que mais do que Messi e Barça também está repleta de clubes sociais para consumo da erva. Nós já falamos aqui no blog da Ultra420 sobre esses espaços que até são um pouco semelhantes aos coffeeshops de Amsterdam, na Holanda, e que se tornaram sucesso em terras espanholas.





    Recentemente, o país sediou a Spannabis, um dos maiores eventos do mundo sobre a ganja justamente em Barcelona, e os clubes estiveram bastante movimentados e enfumaçados. Mas afinal, o que diz a legislação da Espanha sobre a planta? Ela é legal para permitir que esses clubes se tornem cada vez mais numerosos e a cidade atraia visitantes por conta dessa “tolerância verde”? É isso que nós queremos responder.


    A descriminalização em 2015


    Foi em 2015 que a Espanha mudou sua legislação sobre a planta ao descriminaliza-la para cultivo e para consumo em ambientes privativos. Ou seja, o país legitimou o uso da erva como um direito individual tornando legal que a pessoa faça isso, desde que na sua própria residência. 


    A descriminalização também regulamentou o mercado de sementes no país, porém o comércio das flores em si continua proibido. Na teoria. 


    O que diz a lei espanhola


    Medicinal


    Permitido remédios à base da planta, mas somente alguns limitados e adquiridos mediante apresentação de documentos.


    Consumo


    Permitido em ambientes privados. 

    Multa administrativa se for flagrado fumando em local público. 

    Dependendo a localidade, já que as comunidades autônomas possuem algumas legislações próprias, a posse máxima pode ser de 70g. Mais pode ser encarado como comércio ilegal.


    Cultivo


    Legal para consumo próprio. 

    Somente em local privado. Caso esteja visível pode ser passível de multa. 

    Sem limites de plantas. 




    Os clubes da Espanha


    Se olharmos somente para a legislação fica praticamente impossível de entender como é que os clubes sociais funcionam na Espanha, mas na verdade é bem simples: os clubes são encarados como espaços privados, casas, ou residências. Trata-se de uma brecha na legislação que faz com que o dono de um clube seja, perante à lei, um consumidor que tem vários convidados na sua casa fazendo fumaça com ele. 



    Mas como o comércio da planta também é proibido, os clubes acabam funcionando como associações que fazem cultivos coletivos, em locais privados é claro, e depois dividem as flores com os sócios que pagam uma mensalidade e podem consumir tanto no próprio clube, como em casa. Atualmente estima-se que a Espanha tenha cerca de 700 clubes que, na prática, não deveriam receber estrangeiros, mas que se tornaram os coffeshops da Espanha para todos. Inclusive para turistas.



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    A Cannabis poderia ser utilizada para o tratamento do Glaucoma?

    O glaucoma é uma condição crônica que ocorre quando o nervo óptico que liga o olho ao cérebro é danificado devido à alta pressão ocular. Os sintomas podem incluir perda de visão, náuseas e dor nos olhos. A doença é a segunda principal causa de cegueira no mundo. Não existe uma cura conhecida para o glaucoma, mas o medicamento ou a cirurgia podem ajudar a controlar seus sintomas. Estudos sugerem que a Cannabis pode realmente combater o glaucoma e aliviar a intensa pressão dos olhos.



     

    O glaucoma leva à perda de visão devido à morte seletiva de células ganglionares da retina, neurônios próximos à superfície interna da retina. Mas um estudo publicado no British Journal of Ophthalmology descobriu que o THC e CBD, os dois principais componentes da Cannabis, possuem propriedades antioxidantes que podem ajudar a prevenir a morte neuronal, eliminando toxinas como o ácido glutâmico. De acordo com o mesmo estudo, os canabinóides também podem aumentar o fluxo sanguíneo ocular. O estudo descobriu que 2- arachidonoilglicerol, um canabinóide endógeno, reduz a ação da endotelina-1, uma proteína que restringe os vasos sanguíneos e contribui para o desenvolvimento do glaucoma. Esta evidência sugere que a Cannabis pode ter propriedades benéficas no tratamento do glaucoma causado por doença vascular.


    A PIO (pressão intra-ocular) é um dos principais fatores que contribuem para o glaucoma, e precisa ser rigorosamente gerenciada para evitar perda de visão permanente. Um estudo publicado no Journal of the American Medical Association descobriu que os canabinóides reduzem a PIO em cerca de 25% em 60 a 65% dos pacientes. Os efeitos da Cannabis inalada duram apenas 3 a 4 horas, de modo que os canabinóides orais e tópicos podem mostrar uma melhor promessa. A capacidade da Cannabis para reduzir a PIO provém, na verdade, da capacidade do THC de reduzir a pressão arterial. Os pacientes com glaucoma acumulam um fluido no olho. Uma diminuição da pressão sanguínea permite que este fluido seja drenado, resultando em PIO mais baixa.


    Julio de Almeida

     

    Químico em formação, curioso e estudante de Cannabis.

    Apaixonado pela gama de benefícios que a planta possui.



    Matérias
    Quantos gramas uma planta produz?

    Essa é uma dúvida muito comum e não tão fácil de responder, pois existem inúmeras variáveis que afetam diretamente a produção, por isso resolvemos dividir o assunto em plantas cultivadas ao ar livre e plantas cultivadas em estufas.

     

    PLANTAS CULTIVADAS AO AR LIVRE (OUTDOOR)

    Sob condições perfeitas, você pode esperar rendimentos acima de 500 gramas ou 17,5 oz por planta. 

    Espaço é uma necessidade (pelo menos dois metros), juntamente com água, nutrientes e controle adequado sobre pragas e doenças. Se estiver usando vazo, ele deve ter pelo menos 50 litros ou 15 galões de tamanho.

    Além de uma quantidade adequada de sol, água e de nutrientes, a genética da planta desempenha um papel muito importante. Sementes são vitais e você precisa ter algumas sementes, de boa qualidade, sempre à sua disposição.

    Mais uma vez, 500 gramas (17,5 oz) por planta é possível se tudo correr como planejado.

     

    PLANTAS CULTIVADAS EM ESTUFAS (INDOOR)

    Luzes são de extrema importância e a maior variável para chegar a um denominador comum. Produtores experientes podem produzir cerca de um grama por watt de luz (1 grama = 0,035 oz). Assim, com 400-watt HPS, pode se conseguir 400 gramas ou 14 oz por metro quadrado.

    ps: em cultivo indoor não falamos por planta e sim por metro quadrado.

    Da mesma forma, uma plantação com 1200 watts de luz pode render 1,2 kg ou 42 onças de cannabis. Ter o equipamento certo, os nutrientes adequadas, qualidade do ar benéfica e outros fatores valiosos são de extrema importância para produzir os maiores rendimentos possíveis. Certificar-se de que as plantas têm espaço para crescer também é fundamental.



    RENDIMENTO MÉDIO NO SOLO

    Se estiver cultivando em solo, você pode esperar um pouco menos de rendimento do que se tivesse cultivado  em sistemas hidropônicos. Isso ocorre porque utilizando sistemas hidropônicos, podemos controlar completamente o pH e a quantidade de nutrientes que as plantas precisam e sempre fornecer a quantidade ideal para cada fase de vida.

    Embora o crescimento do solo possa diminuir o seu rendimento, também fica mais fácil o cultivo no geral, pois quando cultivamos no solo, há espaço para cometer erros como de pH e TDS e pagar por eles em rendimento.

    Em termos de números, espere um máximo de 1 grama por watt. Isso significa que uma lâmpada de 600 watts pode produzir 600 gramas ou 21 onças por metro quadrado.

     

    RENDIMENTO MÉDIO EM SISTEMAS HIDROPÔNICOS

    Em sistemas hidropônicos, os rendimentos são até 20% maior, contanto que você não cometa nenhum erro. Com o crescimento de hidro, não há espaço para erros. Você deve ter muito cuidado com os níveis de TDS e pH porque as raízes estão diretamente na água (e não no solo) e os níveis incorretos podem afetar imediatamente as plantas.

    Mesmo o menor erro pode arruinar o seu rendimento. No entanto, aqueles que o fazem corretamente serão recompensados.

    Você pode esperar até 1,2 gramas por watt, o que significa que uma lâmpada HPS 600watt pode dar-lhe 720 gramas ou mais de 25 onças, por metro quadrado.



    André Visani Perroud

    Empreendedor, Grower,

    Nerd e Degustador 


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    Como a Cannabis pode reduzir danos causados ao nosso organismo?

    Ultimamente escuta-se muito sobre os compostos antioxidantes, muito disso deve-se a capacidade destas moléculas de reduzir os danos causados ao nosso organismo. Seria a mesma ideia da Vitamina C, muito do seu auxilio ao combate e prevenção de doenças provem desta propriedade. Os canabinóides não ficam para trás, além das outras características medicinais que possuem, também são antioxidantes. 

    Mas afinal, o que essas moléculas fazem? Elas atuam evitando reações advindas de um processo que conhecemos como estresse oxidativo. O problema disso é que as reações desencadeadas por este estresse, que já ocorrem nos nossos processos biológicos naturalmente, geram como subproduto de suas reações os chamados radicais livres. Os radicais livres são moléculas, instáveis e altamente reativas que podem se acumular dentro do corpo e causar danos às células, proteínas e estruturas de DNA. Este quadro piora com o decorrer do tempo, ou seja, quanto mais velhos ficarmos maior a frequência deste processo e, consequentemente, maiores as chances de gerar doenças pelo mesmo, como por exemplo câncer.

     

     Conforme dito no post sobre Alzheimer, estas propriedades da Cannabis, de certa forma, protegem o cérebro, podendo ir muito mais além. A enormidade de benefícios provenientes desta característica contempla a prevenção de inúmeras enfermidades originárias dos danos causados pelos radicais. Inclusive, hoje em dia já temos loções para a pele que podem auxiliar a reparar os danos causados pelos mesmos, combatendo radicais que podem ser formados pelos raios UV (luz do sol) e poluentes ambientais (existem inúmeras formas de se gerar radicais livres).




    Estudos mostram que a capacidade antioxidante dos canabinóides – especificamente o tetrahydrocannabinol (THC) e cannabidiol (CBD) - chega a ser de 30-50% mais eficaz que as vitaminas C e E, estes testes foram feitos em células isoladas. No ano de 2000, resultados similares foram apresentados, porém os testes foram feitos utilizando modelos animais (ratos), mostrando o potencial da planta nesta questão. Essa capacidade da Cannabis, junto a incoerência apresentada pelo DEA (Drug Enforcement Administration), gerou o movimento “Talk to the Hand”, onde vários defensores da maconha medicinal postaram fotos de suas mãos com o número da patente “6,630,507” em suas redes sociais. O intuito deste movimento foi ressaltar a contradição do governo americano ao tentar manter a Cannabis na lista das substâncias controladas, que tem o intuito de listar substâncias perigosas e viciantes, sem nenhum valor medicinal agregado, sendo que a patente citada, foi publicada em 2003, dizendo totalmente o contrário, ou seja, em menos de 15 anos o mesmo governo que defendeu as propriedades medicinais da planta em forma de patente, também tentou mantê-la em uma lista de “drogas” proibidas.


    Julio de Almeida

     

    Químico em formação, curioso e estudante de Cannabis.

    Apaixonado pela gama de benefícios que a planta possui.


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    Benefícios dos vaporizadores serão testados em pacientes

    Que os vaporizadores são uma opção mais saudável para consumir cannabis, reduzindo consideravelmente os danos relacionados ao pulmão, por conta do seu método que não contém combustão, já é uma informação conhecida, e que vem popularizando cada vez mais os vaps, com cada vez mais modelos no mercado, e mais gente aderindo a essa ferramenta cada vez mais discreta.

     

    E no estado de Maryland, nos Estados Unidos, que já tem 14 produtores de cannabis, 12 processadores e seis dispensários licenciados para finalmente dar início às vendas para uso medicinal já no início de dezembro, após anos desde que a legislação foi aprovada no estado, duas empresas locais vão realizar estudos sobre o uso do óleo da planta com vaporizadores nos pacientes em tratamento.

     

    A pesquisa foi anunciada pelo próprio departamento de saúde do estado americano, e o objetivo é avaliar os resultados benéficos da vaporização nos pacientes, que poderão receber prescrição não só de médicos, mas de enfermeiros, dentistas, parteiras, entre outras áreas aptas a receitarem a cannabis.


    Guilherme Darros

     

    Jornalista, e produtor de conteúdo canábico.

    Lutando pela legalização em meio à muita fumaça e brisadas.


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    A Cannabis pode ser uma solução para o mal de Parkinson?

    A Doença de Parkinson é uma doença degenerativa que afeta o sistema nervoso central através da destruição das células produtoras de dopamina em uma determinada região do cérebro (conhecida como “substantia nigra”). No início da doença percebe-se alteração das funções motoras, com o passar do tempo, o progresso da doença pode vir a causar demência e depressão. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) temos cerca de 1% da população mundial com idade superior a 65 anos com Parkinson. Aqui no Brasil, estima-se que 200 mil pessoas sofram com a doença.




    Um remédio amplamente conhecido para o tratamento desta enfermidade é o Levodopa (L-dopa), este auxilia no aumento de dopamina no cérebro, porém com longos períodos de utilização pode-se levar a discinesia, a discinesia da Levodopa, além da distonia (contração sustentada dos músculos que resultam em uma posição não natural) e atetose (movimentos involuntários anormais e lentos). Não é novidade para nós que remédios sintetizados possuem efeitos colaterais, estes efeitos sempre estão presentes em suas bulas. É de suma importância procurar meios alternativos, a ciência progride e os tratamentos tem que seguir o mesmo caminho. Não é porque não temos a cura para o Parkinson que temos que deixar as coisas estagnadas, laboratórios alternativos – no sentido de fugirem das linhas de pesquisas da indústria farmacêutica – buscam outras formas de tratamento, a Cannabis pode ser um deles.




    Um estudo publicado em 2002, pela “Movement Disorders” relata que os sintomas causados pela discinesia podem ser reduzidos quando os receptores de canabinóides são ativados no nosso sistema endocanabinóide. Eles testaram a hipótese de que o receptor agonista “nabilone” aliviaria a discinesia induzida pelo Levodopa. Além disso, um estudo publicado em 2014 pela “Clinical Neuropharmacology” diz que os pacientes tiveram uma diminuição significativa dos tremores, rigidez e movimentos lentos após o consumo de Cannabis. Outro fator que sumariza o potencial da cannabis como tratamento para o Parkinson seria a capacidade neuroprotetiva descrita nos posts anteriores, evitando assim a destruição das células do sistema nervoso. Outro estudo, feito dentro de casa, na USP, foi publicado no “Journal of Psychopharmacology” também em 2014. Neste estudo 21 pessoas diagnosticadas com Doença de Parkinson foram divididas em 3 grupos, um recebeu placebo, outro recebeu dose de 75 mg/dia de CBD (Canabidiol) e o último recebeu doses de 300 mg/dia de CBD. Após seis semanas foram feitas novas avaliações, e os dois grupos que receberam CBD relataram melhoria na sua qualidade de vida, suas famílias confirmaram tal relato. Importante ressaltar que o estudo foi duplo-cego, ou seja, nem os pacientes nem os profissionais que os acompanharam sabiam a qual grupo o paciente estava.


    Julio de Almeida

     

    Químico em formação, curioso e estudante de Cannabis.

    Apaixonado pela gama de benefícios que a planta possui.





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    Vaporizadores permitem consumo mais saudável da cannabis

    Para quem usa cannabis cotidianamente, e há um bom tempo, pode parecer difícil pensar em deixar de lado a clássica seda, e optar por outro método de consumo da planta. Além de não conseguir abandonar o tradicional “ritual” de dichavar e bolar o baseado, muitos ainda acreditam no mito de que vaporizadores não dão a mesma brisa, ou até mesmo que se perde THC ao fumar em bongs, por conta da filtragem através da água.



    Entretanto vem crescendo o número de usuários que estão optando por maneiras mais saudáveis para consumir cannabis, e os vaporizadores vem ganhando a preferência da galera por sua discrição, mas principalmente por ser uma das maneiras menos prejudiciais para a saúde, já que não há combustão. Segundo estudos, os vaps são capazes de reduzir em até 60% os danos para o pulmão, já que a erva é vaporizada. Além disso, eles disfarçam a famosa “marofa”, e é possível fumar de forma rápida, e guardar ele novamente no bolso.




    E por incrível que pareça, os vaps liberam a mesma , ou até mais quantidade de THC. A brisa só é diferente por uma questão química, já que não é somente o Tetraidrocanabinol que está presente numa tragada, mas todas as substâncias que compõem a planta. Os cientistas explicam a diferença comparando vodka e tequila, ou cerveja e vinho, que embora tenham em comum o álcool, produzem efeitos distintos. No caso dos vaps não só os efeitos são outros, mas principalmente os danos, que são muito menores.

     

    Guilherme Darros

     

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    Comissão do Senado debateu cultivo para consumo próprio

    Aos poucos, a discussão sobre uma nova legislação para lidar com a planta no Brasil vai ganhando espaço na pauta política. Nessa semana, no dia 26 de outubro, a Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado, realizou uma audiência pública para tratar a descriminalização do cultivo para uso próprio. O encontro ocorreu por iniciativa do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), atendendo sugestão legislativa protocolada por um cidadão através do portal E-cidadania.

     

    Entre os ativistas que estiveram representando os ativistas brasileiros, estava Cidinha Carvalho, da Associação de Cannabis Medicinal (Cultive), e a primeira a mãe a conquistar na Justiça o direito de cultivar cannabis para tratamento de sua filha, que sofre da Síndrome de Dravet. Ela defendeu o acesso às demais famílias que não têm condições de exportar os medicamentos fabricados no exterior e também querem cultivar. Já o pedagogo e coordenador da Rede Urbana de Ações Socioculturais (Ruas), Max Maciel, defendeu o cultivo e a descriminalização como forma de solucionar diversos problemas sociais no país que são resultados da proibição, como o tráfico e a lotação do sistema prisional.



    Depois de muito debate, ficou claro que os senadores são simpáticos à ideia de facilitar o acesso medicinal à planta, porém adotam um posicionamento retrógrado quando o assunto é seu uso recreativo, não percebendo os avanços nos países que já regularizaram  e estão colhendo resultados positivos economicamente, socialmente, e também medicinalmente. Na enquete sobre a proposta, o sim pela descriminalização está vencendo com quase 125 mil votos, contra 13 mil.


    Guilherme Darros

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    Uruguai aumenta THC da cannabis vendida nas farmácias

    Após algumas reclamações dos consumidores sobre o baixo teor de THC encontrado nas primeiras variedades disponíveis nas farmácias, o governo Uruguaio, através do Instituto de Regulação e Controle da Cannabis (IRCCA), já disponibilizou mais duas opções de cannabis para a venda, que chegam agora a até 9% de THC e um mínimo de 3% de CBD, valores maiores do que encontrados na Beta e na Alfa anteriormente, inclusive com atraso para entrega, pois as embalagens tiveram que ser alteradas, já que as flores saíram mais potentes do que o esperado.



     

    Nomeadas como Beta II M e Alfa II M, sendo que a primeira é uma planta híbrida predominantemente sativa, enquanto a Alfa II é uma Índica, também híbrida, elas totalizam quatro opções diferentes para os usuários registrados, que podem comprar até 40 gramas por mês, sendo 10g por semana, podendo escolher entre 5 de cada variedade, ou apenas uma. Além disso, as novas flores marcam a entrada da Symbiosis, uma das empresas vencedoras do processo licitatório, na produção e fornecimento. Ela tem como um dos seus sócios, o engenheiro agrônomo Eduardo Blasina, que criou o Museu da Cannabis de Montevidéu.


    O que se percebe, é que o nosso país vizinho, do admirado Mujica que liderou essa mudança, está tratando o tema de forma “muy tranquila”, e aprendendo a lidar

    com ele. Segundo reportagem do jornal El País, após cerca de 20 dias em que as farmácias estiveram sem cannabis para venda, dessa vez elas puderam receber um carregamento maior de 4kg, e não apenas de 2kg, como foi na outra oportunidade, ocasionando falta do produto, o que demonstra o bom senso do governo para solucionar os problemas de uma legislação totalmente nova.


    Guilherme Darros

     

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    A invasão da maconha na pauta da mídia

    Não é de hoje que a mídia tradicional tem dado cada vez mais espaço para o debate sobre novas políticas para se lidar com a maconha no país. Embora no passado houvesse uma visão retrógrada sobre o tema na imprensa, hoje é possível ver reportagens positivas sobre a cannabis, e seus benefícios econômicos, sociais e medicinais nos principais veículos de comunicação do país, fazendo com que deixe de ser um tabu.




    A revista Superinteressante foi uma das primeiras a abordar o tema com maior ênfase, dedicando seis edições para a maconha como principal pauta, estampada na capa, incluindo uma edição especial com mais de 90 páginas bem boladas sobre o tema, conforme este que vos escreve pôde analisar no seu trabalho de conclusão em jornalismo, que foi justamente sobre a relação entre a cannabis e a mídia. Recentemente, o Fantástico já falou sobre, assim como o programa Profissão Repórter, Conversa com Bial, a revista Época, a National Geographic, e até mesmo a Glória Maria ficou muito doida em rede nacional após fumar com rastafáris na Jamaica, além é claro, dos veículos de mídia canábica que mais do que informar, ainda fazem um ativismo importantíssimo em prol da planta.

     

    Nessa semana, a Folha de São Paulo lançou mais uma reportagem especial sobre o mercado canábico, já que a maconha tinha ilustrado as páginas da revista no mês de julho. Dessa vez, rolou a cobertura do Maratona Ignition, que foi voltado para debates sobre o empreendedorismo que envolve a planta, inclusive com palestra do idealizador da Ultra 420, Alexandre Perroud, que pôde falar para o público sobre todo o mercado legal que só cresce, e merece uma atenção da mídia para que o debate avance ainda mais. A matéria completa pode ser conferida no link:




    Guilherme Darros

     

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    Dia da Consciência Negra e a racista proibição

    Nesta segunda-feira, 20 de novembro, lembramos mais um Dia da Consciência Negra no Brasil, uma data que serve para refletirmos sobre o racismo ainda presente na nossa sociedade, embora muitas vezes ele seja velado, muito semelhante ao que aconteceu por volta do século XVI e XVII, quando ainda éramos uma Colônia, e os primeiros escravos africanos para cá eram trazidos, e junto com eles teria vindo a diamba, bangue, pito de pango, ou mais popularmente hoje em dia, a maconha.

     

    Afinal, segundo o historiador Jean Marcel Carvalho França, autor do livro A História da Maconha no Brasil, eram os escravos que conheciam e admiravam os efeitos relaxantes da planta, especialmente após horas de trabalho exaustivo no campo, em meio a xingamentos e chicotadas. Não é para menos, afinal, a cannabis deve ter sido fundamental para aguentar tanta humilhação, o problema é que justamente por ser utilizada pelos escravos, é que a cannabis passou a ser vista como maus olhos pelos portugueses, que achavam que a planta deixava eles mais preguiçosos e violentos, e com isso passaram a proibir a cannabis gradativamente após histórias um tanto quanto exageradas sobre seu uso, numa clara demonstração de preconceito com os usuários, e especialmente com os negros.




    Dessa época até agora muita coisa mudou, e a maconha que nunca foi um hábito exclusivo dos negros se disseminou cada vez mais como era esperado, e hoje já é vista com outros olhos por parte do mundo. O que parece nunca ter mudado aqui no Brasil é o racismo que permeia a proibição, encarcerando negros em massa, muitas vezes meros usuários enquadrados como traficantes, além de todo o abuso policial sofrido diariamente por quem simplesmente tem a pele escura, o que mostra que o 20 de novembro ainda é uma data de resistência.


    Guilherme Darros

     

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    Bancos e cannabis caminham em lados opostos

    Embora tenham adotado modelos distintos para regularizar a cannabis, Estados Unidos e Uruguai tem enfrentado um problema em comum sobre o assunto: os bancos, que em ambos os países não querem se envolver nos negócios relacionados à planta, dificultando a vida de dispensários americanos e das farmácias uruguaias, que buscam soluções junto às autoridades para solucionar o entrave.

     

    O que acontece é que as instituições financeiras adotam normas internacionais, que acabam por proibir transações relacionadas à drogas, mesmo que seja maconha, e ela seja permitida nestes países. Até mesmo na terra do Tio Sam, onde o liberalismo econômico costuma ser soberano, as empresas de cannabis estão discutindo junto aos seus estados, a criação de bancos públicos para lidar com o dinheiro proveniente da produção e da venda  de cannabis, já que os bancos privados estão se recusando a entrar no negócio, mesmo movimentando bilhões.

     


    Segundo o The Cannabist,  Los Angeles, Oakland, Filadélfia, Arizona e Maryland, que deve iniciar a comercialização de cannabis medicinal nos próximos dias, já estão debatendo a ideia, que pode demorar anos para sair do papel, já que por lá só existe um banco estatal em funcionamento, enquanto no Uruguai, onde instituições financeiras até fecharam as contas de algumas farmácias, se discute uma nova regulação controlada pelo governo, já que é ele que fornece a cannabis. Porém até tudo se resolver, bancos e cannabis parece que permanecerão em lados opostos da história.


    Guilherme Darros

     

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    Os efeitos da política de Guerra às Drogas americana

    Recentemente, a revista High Times publicou dois textos distintos, mas que levam ao mesmo ponto de discussão: a culpa que o governo americano tem nas legislações vigentes em outros países em relação às drogas, no caso da matéria o Japão, que tem um sistema muito rígido, e como eles acabaram por legalizar drogas pesadas, e proibiram leves, como a maconha.




    E na verdade, a Guerra às Drogas que vemos diariamente no Brasil, ainda faz parte de uma política global de drogas, criada pelos Estados Unidos, na época do então presidente Richard Nixon, e se tornando mais combativa com Ronald Reagan, inclusive com sua esposa liderando a campanha Just Say No, tentando convencer o mundo, e especialmente a América Latina, de que a maconha era um mau a ser combatido, e era possível erradicar as drogas do mundo. Mais do que isso, neste período drogas farmacêuticas foram legalizadas e se popularizaram de uma maneira que hoje percebemos ao andar em qualquer grande cidade e ver o número de farmácias, e tudo sem nenhum controle sobre o crescimento da indústria, assim como o tabaco e o álcool.


    Hoje vemos o fracasso total dessa política, e a legalização acontecendo em diversos estados americanos, assim como o MDMA, uma substância proibida, vem ganhando espaço nos laboratórios no tratamento de veteranos de guerra que sofrem de Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT). O mundo está revendo seus conceitos, e já passou da hora dos países que seguiram aqueles passos mudarem também.


    Guilherme Darros

     

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    A Cultura da Maconha no Uruguai e a Expocannabis 2017

    A primeira coisa que passa pela cabeça ao dar uma volta ao centro velho de Montevideo é sobre como nós brasileiros podemos estar tão perto geograficamente do Uruguai, mas ao mesmo tempo, tão distantes em termos ideológicos. Isso também não quer dizer que a terra onde Pepe Mojica foi presidente é composta por um ideal social que contempla totalmente o dele.


    O Jornal VOCES de 7 de dezembro de 2017 traz como matéria de capa o questionamento sobre a maconha livre e o narcotráfico. Algumas opiniões ali contidas se dirigiam ao Estado como o traficante de cannabis aos alunos que fumam seus cigarros de maconha logo pela manhã, antes de entrar na escola, e outras, reclamavam sobre o cheiro comum da maconha nas ruas do Uruguai como uma forma de invasão à liberdade dos transeuntes de respirar ar puro. (Reflito comigo, sobre o que pensariam se soubessem que a poluição de São Paulo equivale a fumar cinco cigarros de tabaco por dia, quando se vive em espaços com grandes fluxos de veículos?). De certo, o tráfico ainda não acabou mesmo com a maconha sendo legal. Nem é preciso acabar de ler este jornal. Pois, como a compra e a venda só é permitida para os cidadãos uruguaios, não é difícil saber que é possível encontrar o “prensado” paraguaio no mercado paralelo para turistas.



    Aliás, no Museu da Cannabis de Montevideo esse era o debate com os curadores. Segundo um deles, este é o grande paradigma da estatização da maconha. Mas por outro lado, é fácil constatar que como a maconha não pode ser livremente vendida ela é facilmente compartilhada. As amizades instantâneas se  formam neste Museu, que demonstra os usos industriais e culturais da cannabis, deixam claro que informação, resistência contra os ideais colonizadores e conscientização política fazem parte da cultura cannabica do  Uruguai.  O perfume das plantas, os mates e a simpatia de toda equipe do lugar criam uma atmosfera, que de tão prazerosa, era difícil se despedir.


    Cabe lembrar que o Museu da Cannabis, tem uma parte que homenageia a Alicia Castillo, ativista que teve forte influência na política sobre a maconha no Uruguai, e orgulhosamente, me lembro que ela já vendeu seus livros “Cultura Cannabis” na Ultra420, quando morou no Rio de Janeiro, na primeira década do ano dois mil.


    Ainda no Museu, a partir da distribuição da revista de bolso Guia Cannabis se podia ter as referências da 4º Expocananabis, exposição que ocorreu nos dias oito, nove e dez de dezembro de 2017. Toda a programação de palestras e atividades estavam agendadas na revista.


    O evento, realizado no LATU, Laboratório Tecnológico do Uruguai é a prova de como a cultura cannabica uruguaia está amadurecendo com conhecimento e ciência, acima de tudo. A Expocannabis, se faz um acontecimento que deslegitima a visão conservadora que estigmatiza o usuário de cannabis e despreza toda a ciência que existe em torno desta planta de grande potência para o uso medicinal, industrial e recreativo. Logo na entrada, dezenas de pés com buds brotando recepcionavam os visitantes. Ao lado havia uma clínica médica, onde era possível o acesso à consulta sobre os tratamentos adequados com a medicina cannabica.




    Num ambiente de maioria masculina, onde o idioma prevalecente era o português, o dia de sol, céu aberto, música ao vivo e diversas degustações em diferentes parafernálias, era nítida a satisfação e a conexão entre os participantes que ostentavam seus grandes copos verdes com o logo da exposição.  Prudentemente, a cerveja só podia ser vendida depois das dezessete horas e era evidente no dia, que o stand de crepes, extração de óleo e o de bancos de sementes como a SensiSeeds eram os mais lotados.


    Havia uma satisfação grande entre os membros dos clubes cannabicos, pois como é permitido apenas plantar seis pés, os uruguaios fazem associações e parcerias com várias produções diferentes, quando não possuem a licença para adquirir em farmácias especializadas. Cabe também lembrar, que segundo os expositores, a Expocannabis do ano passado não tinha esta variedade de degustações, pois a produção apenas estava no começo, ao contrário desta última.


       


    A exposição destacava vários produtos para cultivo, sementes, métodos de extração de óleo e algumas roupas de cânhamo. Mas como ainda não há uma vasta produção de matéria prima para o uso têxtil, por exemplo, as diversas opções de mix de tecidos de cânhamo com outras fibras apresentadas eram apenas do mostruário que o espaço do Museu da Cannabis na exposição, demonstrava. O que faz lembrar do mesmo mostruário usado para o desenvolvimento da linha de roupas de cânhamo da Ultra 420 nos anos noventa. Na época, se importava o tecido elaborado com as fibras da maconha, misturadas com fibras de linho. E mós desenvolvíamos linhas de saias e calças, em produção contínua, até a disparada do dólar e os altos impostos inviabilizarem as importações. O que leva a contar a economia brasileira como mais um entrave ao desenvolvimento do mercado da cultura cannabica no Brasil, para além do conservadorismo e da ignorância das mentalidades dos representantes políticos brasileiros.


    Embora haja uma cultura cannabica forte no Uruguai, a política do país em torno do tema não tem prioridade mercadológica, não há várias head shpos como em Amsterdam, as farmácias autorizadas tem comunicação discreta, onde as folhinhas não são chamativas.


    O cheiro de maconha de boa qualidade que vinha das escadarias da Intendencia de Montevideo, sede principal do XXXI Congresso ALAS da Associação Latino Americana de Sociologia, que acontecia na mesma época da Expocannabis, era desprezado pela enorme quantidade de professores, alunos e pesquisadores (visivelmente bem emancipados sobre esta questão) que iam lotando o auditório do espaço para assistir palestra de fechamento do evento com ex presidente do Uruguai e responsável pela estatização da maconha, Pepe Mujica, cujo o qual, cabe aqui se apropriar de sua frase de destaque na palestra: - Que se dane a imposição do mercado, o que importa são as pessoas felizes!


    E em Montevideo, sem ver crianças pedindo esmolas, sem nenhum sinal de pobreza extrema, sem viciados em crack perambulando pelas ruas, com escolas públicas bem cuidadas e de qualidade, onde a liberdade individual é respeitada e o vinho de excelente qualidade e com bom preço – certamente,  se faz possível enxergar o Uruguai como um país onde os seus cidadãos parecem ser bem mais felizes que nós, brasileiros.

     


    Claudia Ferraz

     

    Co-fundadora da Ultra420, mestre em Antropologia, doutoranda em Ciências Políticas pela PUC-SP. Membro do Grupo de Estudos inscrito no CNPQ: Juvenália - Culturas Juvenis: Comunicação, Imagem, Política e Consumo, do Programa de Pós Graduação da Faculdade ESPM.





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    Chile pode ter escolhido o retrocesso nas urnas

    O Chile, país que atualmente detém a maior plantação de cannabis medicinal da América Latina, com mais de 6 mil pés da planta que estão sendo dedicados à pacientes, através de uma nova política da atual presidenta Michele Bachelet, pode ter dado um passo rumo ao retrocesso durante as eleições presidenciais ao escolher o conservador Sebastián Piñero que já foi presidente do país.

    Ao contrário de Bachelet, Piñero já se manifestou contrário a legalização da cannabis no país em diversas entrevistas nos últimos anos, e durante a campanha eleitoral, ao ser questionado sobre o uso medicinal da planta, ele disse que não havia nenhuma prova dos benefícios da maconha, além de expressar uma postura proibicionista também sobre o casamento homossexual, e o aborto. Porém, há fotos dele fumando um tabaquinho né?!



    Vale lembrar que o Chile sedia a ExpoWeed e é um país que possui uma forte cultura de cultivadores, mesmo perante à uma legislação que ainda não é legal, e a escolha de Piñero e não o candidato apoiado pela atual presidenta pode trazer problemas para os consumidores, e também quem necessita da planta para tratamento medicinal.


    Guilherme Darros

     

    Jornalista, E Produtor De Conteúdo Canábico.

    Lutando Pela Legalização Em Meio À Muita Fumaça E Brisadas.





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    Mais do que garantir na lei, é preciso garantir acesso

    Estar no Uruguai justamente quando teve início a venda do primeiro medicamento oficial à base de cannabis nas farmácias do país ampliou ainda mais minha convicção de que somente alterações nas leis não bastam se não houver garantia de acesso da população a esses medicamentos, de forma gratuita inclusive.

     

    O Epifractán, nome do extrato produzido pela Medicplast, e que contém 2% de CBD puro está sendo vendido por 2.170 pesos uruguaios, algo em torno de R$ 260,00 reais, por um frasco de apenas de 10ml. A principal crítica, além é claro do preço, que se torna insustentável para qualquer paciente, é de que a dose é muito baixa, e só seria benéfica para crianças, e não para adultos.




    Ou seja, mesmo com a lei permitindo o uso medicinal, ele se torna inacessível legalmente para a maioria das pessoas que necessitam, e que vão continuar adquirindo medicamentos que não são fiscalizados pelo governo, mas possuem valores menores, ou são até mesmo doados, como o El Aceite Del Pepe, que já foi parar na justiça depois de viralizar em terras uruguaias sem autorização do estado.  Resta saber como vai ser o acesso no Piauí.


    Guilherme Darros

     

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    Uma visita ao Museu da Cannabis de Montevidéu

    Em mais uma visita ao Uruguai, nessa oportunidade fui finalmente conhecer o Museo Del Cannabis de Montevideo (MCM), o único da América Latina dedicado à planta, e inaugurado em 2016. No casarão antigo, localizado no coração da capital uruguaia, e frequentado no passado por Eduardo Matteo, um dos maiores nomes da música do país, fui recebido pelo idealizador do museu, o engenheiro agrônomo Eduardo Blasina que guiou o visita.



    Divididos pelo seu uso, seja medicinal, recreativo, ou industrial, os objetos, ferramentas, livros, documentos, comestíveis, e até mesmo o primeiro remédio oficial do governo uruguaio à base de cannabis, que Blasina estava colocando no museu justamente neste dia, já que ele recém havia chego às farmácias do país, com fortes críticas ao seu preço, vão contando a história da planta.  Além disso, no museu há um jardim com diversos pés de cannabis, e outras espécies como café, erva-mate, e plantas alucinógenas, que é cenário do lounge do local.


    Segundo Blasina, o museu está ficando cada vez mais conhecido e frequentado pelos turistas, especialmente os brasileiros que estão indo ao país por sua proximidade, mas também por querer ver de perto a regulação da planta no país e conhecer sua história. A entrada custa $ 200 pesos, algo em torno de R$ 20 reais, e funciona de terça-feira a domingo.

    Guilherme Darros

     

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    Um Linkedin da indústria canábica

    A indústria da cannabis não para de crescer nos lugares onde ela já está legalizada, seja para uso medicinal ou recreativo, pois além de movimentar milhões de dólares nos Estados Unidos, por exemplo, ela também é responsável por gerar diversas vagas de emprego. De cultivador à budtender, sem falar nas funções mais técnicas, que são necessários em qualquer grande empresa, o que não é diferente com os negócios relacionados à maconha.

     

    Já são mais de 150 mil empregos diretos segundo a Forbes, e a expectativa é que até 2020 sejam muito mais. E foi justamente pensando em toda essa demanda da indústria, e consequentemente necessidade de mão de obra, que a jovem americana Karson Humiston criou o Vangsters, que funciona como uma espécie de Linkedin específico para o mercado da cannabis, reunindo perfis de candidatos, muitos deles inclusive sem experiência, e empresas que buscam novos talentos na área.




    O site já envolve diversas empresas, e são elas que pagam uma mensalidade para utilizar a plataforma, não os candidatos, que podem se cadastrar gratuitamente. Além disso, o site toma muito cuidado com a diversidade na indústria, buscando sempre a inclusão de mulheres, negros, latinos, e outras minorias que muitas vezes enfrentam dificuldades para encontrar vagas no mercado de trabalho. Esse é só mais um exemplo de como um mercado legal pode inclusive contribuir para diminuir o desemprego no país, e impulsionar a economia.


    Guilherme Darros

     

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    Por uma indústria canábica livre de preconceitos

    A maconha sempre foi vista com muito preconceito pela sociedade, que também está repleta de outros tabus que são ainda mais visíveis no mercado de trabalho. Afinal, mulheres continuam ganhando menos do que os homens, negros ainda são vistos com raridade em cargos de chefia e de destaque, e homossexuais convivem diariamente com piadas sobre sua sexualidade em ambientes com predominância masculina.  

     

    A indústria canábica, que está tendo seu primeiro boom, e trazendo consigo muitos jovens dispostos a empreender no ramo, mas também muitos outros se qualificando para ocupar os diversos espaços de trabalho que o mercado da planta já começa a exigir, pode e deve lutar para mudar essa realidade dentro do mundo dos negócios, deixando um legado positivo para as futuras gerações. Até porque, embora a gente saiba que aconteça, não faz nenhum sentido que alguém que consome, e trabalha com algo que foi proibido por preconceito ao longo dos últimos anos, continue reproduzindo preconceitos tão retrógrados.


    A presença das mulheres, representando quase 40% do mercado, já vem chamando a atenção de maneira positiva, enquanto alguns programas visam a inserção maior de imigrantes latinos e negros nas vagas em aberto. É possível uma indústria canábica igualitária e responsável, que quebre não somente os paradigmas referentes à planta, mas também do mundo corporativista.


    Guilherme Darros

     

    Jornalista, e produtor de conteúdo canábico.

     

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